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Ciclo de Cinema de Arquitectura: Cinema às Sextas

De 3 a 31 de Maio 2013

A Sétima Arte vai dominar as atenções em Maio na Ordem dos Arquitectos. Todas as sextas-feiras ao final do dia, o auditório da Ordem dos Arquitectos abre-se, sempre às 21h30, para uma sessão de cinema de arquitectura, num total de cinco ao longo do mês. A iniciativa resulta de uma parceria entre a OASRS e a Zero em Comportamento.

O ciclo prevê a exibição de fimes, seguida em alguns casos, de uma conversa com convidados. Pelo Auditório da OA passarão os realizadores Graça Castanheira, Tiago Hespanha, Filipa Reis e João Miller Guerra, bem como João Roquette, CEO do Grupo Esporão e os arquitectos José Charters Monteiro e João Botelho do atelier João Botelho+Miguel Oliveira Arquitectos.

Os bilhetes, à venda no próprio dia de exibição no edifício da Ordem dos Arquitectos, são de 2,50€ para membros da OASRS, de 3,00€ para público em geral e 12,50€ para o ciclo completo. Os filmes que fazem parte deste ciclo não são legendados em português.

3 de Maio, 21h30
Quinta dos Murças – O Projecto

Graça Castanheira, 40′, 2011, Portugal
A história por trás do novo momento do Esporão com os vinhos do Douro.

Alto Relevo – Canto ao Douro e ao Vinho

Graça Castanheira, 14’, 2011, Portugal
Para celebrar o lançamento dos vinhos da Quinta dos Murças, o Esporão decidiu encomendar um filme documentário à realizadora Graça Castanheira. O Alto Relevo nasce da visão da realizadora sobre o Douro e o Vinho.

10 de Maio, 21h30
The Human Scale

Andreas M. Dalsgaard, 2012, 77’, Dinamarca
50 por cento da população mundial vive em áreas urbanas. Em 2050, este número crescerá 80 por cento. A vida numa mega-cidade é ao mesmo tempo encantadora e problemática. Hoje enfrentamos o pico da exploração petrolífera, mudanças climáticas, solidão e problemas de saúde dramáticos por causa do nosso estilo de vida. Porquê? O holandês Jan Gehl, professor e arquitecto, estudou o comportamento humano nas cidades durante 40 anos e documentou a forma como as cidades modernas repelem a interacção humana. Gehl defende que podemos construir cidades de forma a respeitarem as necessidades humanas de inclusão e intimidade.
The Human Scale consulta pensadores, arquitectos e urbanistas em todo o mundo, questionando as nossas presunções sobre modernidade, explorando o que sucede quando se colocam as pessoas no centro do nosso planeamento.

17 de Maio, 21h30
The Future will not be Capitalist

Sasha Pirker, 20’, 2010, Áustria
No final dos anos 60 do século passado, Óscar Niemeyer desenhou o quartel-general do partido comunista francês. Este filme estuda a relação entre este edifício, com as suas características futuristas, e a situação contemporânea de projectos políticos, realidade económica e atitudes estéticas. São utilizados diferentes métodos cinematográficos para fornecer diferentes pontos de vista sobre este tão incomum edifício enquanto um espaço fisíco, uma insttuição e um documento histórico, analisando assim o seu efeito estético, a sua utilização, o seu uso e o seu sentido politico e simbólico.

Unfinished Italy

Benoit Felici, 33’, 2011, Itália
Edifícios num limbo entre a perfeição e o nada. Desistiram deles a meio da construção e tornaram-se ruínas antes mesmo de serem usados. Estes edifícios fazem parte da paisagem arquitectónica de Itália. O filme estuda o valor potencial dos prédios inacabados em Itália e a capacidade do homem para adaptá-los às suas necessidades diárias. Estas ruínas, cujo futuro já passou e cujo presente carrega o sabor de uma eterna espera, são um convite para meditarmos sobre o tempo.

Bela Vista

Filipa Reis e João Miller Guerra, 30’, 2012, Portugal
Vivências, palavras, gestos e olhares cruzam-se à nossa frente, num caos ordenado pelo quadriculado das janelas e varandas. Fileiras de prédios interligados por corredores debruçados sobre pátios. Portões definem a propriedade de cada um. A geometria da vida de um bairro: a Bela Vista

24 de Maio, 21h30
The New Rijksmuseum

Oeke Hoogendijk, 120’, 2008, Holanda, Pieter van Huystee Film
A demolição e o desmantelamento deveriam dar origem a algo novo e belo, mas revelou-se mais fácil destruir do que construir. Desde o início, a renovação do Rijksmuseum pareceu assombrada por múltiplas comissões, pela Associação dos Ciclistas de Amesterdão, por diversos regulamentos para a construção e por muita “politiquice”, pelo que a reabertura teve de ser adiada diversas vezes. Os anos foram passando e a frustração ganhou terreno.

31 de Maio, 21h30
Mark Lewis: Nowhere Land

Reinhard Wulf, 82’, 2011, Alemanha
O documentário é a segunda longa-metragem de Reinhard Wulf depois do sua estreia com “James Benning – Circling the Imagem” (2003) que acompanha o artista canadiano Mark Lewis em trabalho em Toronto. Normalmente projectados em loop, os pequenos e silenciosos filmes de Mark Lewis – a maior parte gravados em Londres e Toronto -, exibem áreas urbanas e arquitectura moderna. Os filmes exploram meios cinematograficos básicos e mais recentemente técnicas de projecção mais sofisticadas.
Mark Lewis nasceu em 1957 em Hamilton, no Canadá. Vive em Londres. Representou o Canadá na Bienal de Veneza 2009.
O documentário acompanha o artista enquanto gravava o seu filme mais recente “Mid Day Mid Summer, Corner of Yonge and Dundas”, num cruzamento no centro de Toronto. Enquanto regressa a locais na cidade e às paisagens deslumbrantes de Algonquin Park, onde filmou a sua obra anterior, Mark Lewis fala eloquentemente do seu interesse pela arquitectura, o seu fascínio por não-lugares, os seus métodos de trabalho e as suas convicções como artista e realizador.

CINEMA ÀS SEXTAS
Ciclo de Cinema de Arquitectura
Maio – 3, 10, 17, 24 e 31 às 21h30
Auditório da Sede da Ordem dos Arquitectos – Travessa do Carvalho, 23
Bilhetes: membros OASRS – 2,50 € | público – 3,00 €, Ciclo completo – 12,5 €
Bilhetes à venda no próprio dia da exibição na sede da Ordem dos Arquitectos
Os filmes que fazem parte deste ciclo não são legendados em português.
Organização: Secção Regional do Sul da Ordem dos Arquitectos com a Zero em Comportamento
Apoios: Quinta dos Murças