Abandonados

Francisco Manso, 2023, Portugal, ficção, 84 min.
Sinopse

Baseado no livro “Timor na Segunda Guerra Mundial – Diário do Tenente Pires” do historiador António Monteiro Cardoso, “Abandonados” retrata uma história esquecida de coragem e de sacrifício sobre-humano durante a invasão japonesa em Timor-Leste,
em 1942.

Ao contrário da propaganda veiculada pelo regime, Portugal esteve envolvido na II Guerra Mundial, na qual se perderam milhares de vidas de portugueses e timorenses. “Abandonados” fala sobre estas vidas, sobre a inédita aliança criada entre portugueses, timorenses e australianos e sobre a luta persistente de um militar então administrador de Baucau.

Fazendo frente a um inimigo implacável que não hesitou em cometer as maiores atrocidades contra as populações locais e contra todos os que se lhe opuseram, o Tenente Manuel Pires tentou retirar o maior número possível de companheiros do território e lutou contra todos os obstáculos e dificuldades, criados inclusivamente pelo próprio governo de Salazar.

“Abandonados” é um filme que mostra os caminhos tortuosos da política e a sobreposição dos interesses dos estados aos interesses individuais, com toda a carga de injustiça e de desumanidade que isso tantas vezes acarreta.

Nota de Intenções

“ABANDONADOS recorda-nos a invasão do Japão a Timor durante a II Guerra Mundial. Este filme tem um enorme significado para Portugal e para Timor- Leste. Mas não só, tem também um grande significado para a Austrália pois algumas centenas de corajosos militares australianos fizeram uma luta de guerrilhas durante cerca de um ano, com assinalável sucesso, contra o invasor japonês.

É uma história de desfecho trágico em que um punhado de portugueses e vários timorenses, resistiram heroicamente nas montanhas de Timor à máquina de guerra japonesa, entre o início de 1942 e finais de 1944. Entre os portugueses abandonados à sua sorte pelo governo de Salazar destaca-se o Tenente Pires e também um pequeno grupo de resistentes, alguns deles deportados por razões políticas para Timor pelo Governo Português, que combateram o exército invasor numa luta desigual, que teve consequências trágicas para a população timorense, que sofreu cerca de 50.000 baixas.

Contar estes acontecimentos é falar de uma história intencionalmente esquecida, de uma tragédia ocultada pelo governo de Salazar e do abandono de que foram vitimas os portugueses e os timorenses. Recordar esse período da nossa história (e de Timor Leste) é dar a conhecer, sobretudo aos jovens, a coragem de alguns poucos contra o poder brutal do agressor, que atuava com o maior desprezo e sem complacência pelos mais elementares direitos das populações.

ABANDONADOS é um filme baseado em factos reais, perdidos no tempo, que evoca a memória daquele punhado de homens que se sacrificaram até ao limite, dos quais o tenente Pires é o exemplo maior, que nunca abandonou aqueles que nele confiaram. Um filme que nos faz refletir sobre a falta de proteção dos civis vítimas dos conflitos armados e sobre o desrespeito total pelos direitos humanos, o que dá a este filme um carácter universal”.
Francisco Manso

Prémios

Festival Internacional de Cinema Independente de Montreal, Melhor Filme de Direitos Humanos
Berlin Kiez Film Festival, Melhor Filme de Direitos Humanos
Mannheim Arts and Film Festival, Melhor Filme de Direitos Humanos
Tokyo Cinema Awards, Melhor Filme de Direitos Humanos
Vegas Independent Film Awards, Melhor Filme de Direitos Humanos
Festival Internacional de Cinema de Florença, Melhor Filme de Direitos Humanos
Festival Internacional de Cinema de Vancouver, Melhor Filme de Direitos Humanos

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Cartaz
Dossier de Imprensa

Francisco Manso

Francisco Manuel Manso Gonçalves de Faria nasceu em Lisboa a 28 de Novembro de 1949. Frequentou a Faculdade de Direito de Lisboa. Tem o Curso de Cinema e Audiovisuais do AR.CO
e o Curso de Áudio e de Assistentes de Realização da RTP.
É membro da Academia Portuguesa de Cinema. Para além de “Abandonados”, realizou 8 filmes de longa-metragem, tendo produzido 2 deles, 5 séries e filmes para televisão e mais de 120 documentários. Entre eles, destaca-se as produções “O Nosso Cônsul em Havana” (2019),
“O Cônsul de Bordéus” (2010) e “O Testamento do Senhor Napumoceno” (1997).

Ficha Técnica

Elenco: Marco Delgado. António Pedro Cerdeira. Elmano Sancho. Virgílio Castelo. Vítor Norte. Joaquim Nicolau. Luís Esparteiro. Jorge Pinto. Francisco Froes. Soraia Tavares. Paulo Calatré. André Albuquerque. David Personne. Flávio Hamilton. Sabri Lucas. Marques D’arede. Rodrigo Santos. Júlio Martin. Pedro Pernas. Cláudio Castro

Com a participação especial: José de Abreu, Chico Diaz

Guião: António Monteiro Cardoso com a colaboração de Francisco Manso

Produtor: Francisco Manso

Produtora Executiva: Cristina Mascarenhas

Diretor de Produção: Nuno Marvão

Diretor de Fotografia: José António Loureiro

Diretor de Som: Vasco Pedroso

Diretora de Arte: Alícia Camacho

Figurinista: Cristina Homem Gouveia

Coordenador de Pós-Produção: Miguel Cardoso Faria

Montagem: José Diogo Ferreira

Colorista: Andreia Bertini

Música: Original Luís Cília

Pós-Produção de Som: Martim Crawford

Efeitos Visuais: Pushvfx

Realizador: Francisco Manso

com a colaboração de Exército Portuquês – Fundação INATEL – Grupo Sousa – Sociedade de Desenvolvimento de Porto Santo