Gaza Mon Amour

Tarzan e Arab Nasser, França, Alemanha, Portugal, Palestina, Qatar, Ficção, 85 minutos
Sinopse

Gaza, hoje. Issa, um pescador de 60 anos nutre uma paixão secreta por Siham, uma mulher que trabalha como costureira no mercado. Finalmente determinado a pedir a sua mão em casamento, Issa descobre uma antiga estátua de Apollo nas suas redes de pesca, que decide esconder em casa. Quando o Hamas descobre a existência deste tesouro misterioso, os problemas começam a suceder-se. Conseguirá Issa declarar
o seu amor por Siham?

Nota dos realizadores

Gaza, meu amor é uma doce comédia dramática inspirada numa história verídica que aconteceu em Gaza, em 2014. Quando um pescador encontrou a estátua grega de Apollo no mar, o Hamas confiscou-a imediatamente e procurou um comprador, com a esperança de fazer lucro suficiente para ultrapassar os problemas financeiros do país. Ninguém sabe o que sucedeu à estátua. Alguns dizem que foi vendida e posteriormente destruída num raide aéreo.

Foi verdadeiramente triste perceber que o nosso governo não soube o que fazer com a estátua, além de a soterrar numa cave. Mas, ao mesmo tempo, despertou a nossa imaginação… O que poderia ser mais entusiasmante do que imaginar o Deus do Amor a fazer uma aparição em Gaza, para alterar por completo a vida de um velho pescador solteiro?

Com este filme, tal como nos nossos anteriores trabalhos, procuramos vislumbrar o quotidiano neste pequeno “pedaço de terra” chamado Gaza. É um local estranho, onde as situações mais simples afinal podem ser imensamente complicadas.

Enquanto está preso nesta triste situação, o nosso protagonista encara a vida de uma forma diferente. Issa é um romântico e, apesar das tradições conservadoras do país, da sua idade, e dos intermináveis problemas políticos, luta pelo direito a amar, o que faz dele um verdadeiro resistente.
O tom do filme é engraçado, por vezes sombrio, até amargo, mas acima de tudo, melancólico e ternurento, tal como Issa e Siham. Os seus avanços, recuos e encontros, bem como a progressão da sua história são tratados quase como momentos coreografados, acentuando esta sensação de doçura e melancolia.

Um momento partilhado debaixo de um chapéu de chuva, um olhar trocado no mercado, calças que são pequenas demais, um espeto de sardinhas preparado com todo o amor… As histórias mais bonitas, por vezes, são as mais simples.

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Ficha Técnica

França, Alemanha, Portugal, Palestina, Qatar, Ficção, 85 minutos

Realizado por: Tarzan e Arab Nasser
Produzido por: Rani Massalha e Marie Legrand (Les Films du Tambour), Michael Eckelt (Riva Filmproduktion)
Co-produzido: Pandora de Cunha Telles e Pablo Iraola (Ukbar Filmes), Rashid Abdelhamid (Made in Palestine Pro-ject), Khaled Haddad (Jordan Pioneers), ZDF/Das Kleine Fernsehspiel
em colaboração com a Arte
Vendas Internacionais: Versatile
Com o apoio de: Eurimages, Centre national du cinéma et de l’image animée, Aide aux cinémas du monde – CNC – Institut Français, Filmförderungsanstalt, Filmförderung Hamburg Schleswig-Holstein, Instituto do Cinema e do Audiovisual, Doha Film Institute, RTP – Rádio e Televisão de Portugal

História Original: Tarzan e Arab Nasser
Argumento: Tarzan e Arab Nasser, em colaboração com Fadette Drouard
Com: Salim Daw, Hiam Abbass, Maisa Abd Elhadi, George Iskandar, Manal Awad, Hitham Al Omari
Director de Fotografia: Christophe Graillot
Som: Tim Stephan, Roland Vajs, Pedro Gois
Design de Produção: Tarzan e Arab Nasser
Guarda-Roupa: Hamada Atallah
Montagem: Véronique Lange
Música: Andre Mathias
1.º Assistente de Realização: Vincent Canaple
Produtores Delegados: Philippe Gautier, Christian Vennefrohne

Tarzan & Arab Nasser

Os gémeos Tarzan e Arab Nasser nasceram em Gaza, na Palestina, em 1988.
Foi na Faculdade de Belas Artes na Universidade de Al-Aqsa, onde estudaram, que se apaixonaram pelo Cinema e pela Pintura. Para além do último filme,
“Gaza, Meu Amor”, em 2013, a dupla realizou a curta-metragem “Condom Lead”, exibida na Selecção Oficial do Festival de Cannes. Em 2014, realizaram a primeira longa-metragem, “Dégradé”, que teve a sua estreia mundial na Semana da Crítica do Festival de Cannes de 2015, tendo depois sido seleccionada pelo Festival de Toronto e sido vendida para uma dúzia de territórios mundialmente.