3.º Ciclo

À Solta na Internet


Barbora Chalupová e Vít Klusák, República Checa, documentário, 2020, 100'
Sinopse

Três actrizes, três quartos de criança, 10 dias e 2.458 predadores sexuais. Uma experiência que lança uma luz sobre a questão da exploração online de crianças. Três actrizes, maiores de 18 anosmas com ar bem juvenil, fazem-se passar por meninas de 12 anos em falsos perfis nas redes sociais. Em quartos de criança recriados num estúdio, elas conversam através de chats e de Skype com homens de diferentes idades que as procuraram e contactaram online. A maioria destes homens pede-lhes vídeos sexuais e enviam-lhes fotos suas bem explícitas. Alguns até tentam chantageá-las. Este documentário mostra o drama destas actrizes à medida que as suas personagens vão passando das relações online até ao real encontro com os predadores (vigiado por seguranças e câmaras escondidas). Às tantas, as tácticas predatórias viram-se contra os predadores e os caçadores tornam-se as presas.

Como tudo começou

No outono de 2017, a operadora de telecomunicações O2 pediu ao realizador Vít Klusák para criar um vídeo que se tornasse viral, com o propósito de chamar a atenção para o enorme crescimento do número de crianças vítimas de abuso online na República Checa. Klusák chamou a sua colega Barbora Chalupováe ambos criaram o falso perfil de Týnka, uma rapariga de 12 anos, para ver o que acontecia. Em menos de 5 horas,83 homens entre os 23 e os 63 anos, estabeleceram contacto com esse perfil, sendo que uma esmagadora maioria solicitou-lhe a masturbação mútua através do chat de vídeo. Muitos enviaram fotografias dos seus pénis erectos sem qualquer pré-aviso, enquanto outros enviaram links para diferentes tipos de pornografia, incluindo com animais. Nessa mesma tarde, quatro homens satisfizeram-se em frente à webcam sem que “Týnka” tivesse alguma vez aparecido “ao vivo”. Ao fim depoucos dias, os realizadores concluíram que o fenómeno tinha todos os ingredientes para ser tornar um documentário de longa metragem e não apenas para um pequeno vídeo viral.

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Ficha Técnica

Documentário • 2020 • 100 min. • República Checa • M/14
Versão escolar: 63 min.• M/12

Hypermarket Film
Czech Television
Peter Kerekes Radio
Television Slovakia Helium Film

com
Sabina Dlouhá
Anežka Pithartová
Tereza Těžká

escrito e realizado por
Barbora Chalupová 
Vít Klusák

direção de fotografia
Adam Kruliš

som
Adam Bláha

música
Pjoni Film

montagem
Vít Klusák

décors
Jan Vlček

guarda-roupa
Veronika Traburová

maquilhagem
Artist Barbora Potužníková

mascáras digitais
Plaftik

direção de produção
Anna Poláčková

produção executiva
Pavla Klimešová

produtores
Vít Klusák & Filip Remunda

As Mãos no Ar


Romain Goupil, Ficção, França, 2010, 90'

Quando um colega de carteira vai morar para outra cidade ou, por qualquer outra razão, é obri gado a mudar de escola, deixa sempre um lugar vazio. A sua falta é sentida, mas a vida continua, porque não há nada a fazer, nada de terrível a evitar. O caso de Milana é diferente. Estamos em 2067 e ela relembra um momento marcante da sua infância, que teve lugar há quase 60 anos, em 2009, quando era uma jovem imigrante chechena em Paris. A sua família, como tantas outras, não tinha os documentos em ordem e a ameaça de expulsão do país pairava constantemente sobre as suas cabeças. Quando se dá conta que o pior pode estar prestes a acontecer, o seu grupo de amigos, composto por Blaise, Alice, Claudio, Ali e Youssef, decide reunir esforços e fazer o possível e o impossível para salvar Milana. Enquanto aplicam as suas estratégias primárias para evitar que a deportação aconteça, os adultos fazem aquilo que sabem fazer melhor: preocupam-se. Mas isso não é suficiente para os mais novos. A confirmar a veia militante do realizador, esta é uma história política vivida pelos mais novos, que chama a atenção para o que de humano pode estar em falta na burocracia.

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Este programa ajuda-nos a perceber o que podemos fazer ajudar o nosso planeta a ser mais saudável.

Em “A Incrível Aventura das Sonhadoras Crianças Contra Lixeira Furada e Capitão Sujeira!, de Beatriz Ohana, o lixo só cresce e os adultos não conseguem dar conta do problema até que uma corajosa equipa entra em ação para derrotar os inimigos do bairro: O atrapalhado Lixeira Furada e o seu comparsa, Capitão Sujeira.

Já em Julieta e as Tartarugas, também de Mirjam Marks, ficamos a conhecer uma menina de 14 anos que vive na ilha de Curaçau, nas Caraíbas. O maravilhoso e emocionante mundo do oceano é a sua segunda casa. Tudo fica suspenso quando ela está debaixo de água. Além de encontrar tartarugas marinhas e outras espécies marinhas, cada vez mais Julieta encontra grandes quantidades de lixo que poluem os fundos marinhos. Juntamente com outros voluntários da sua ilha, resgata tartarugas-marinhas em apuros e tenta melhorar o habitat delas.

Em Jovanna e o Futuro, de Mirjam Marks, Jovanna acha que é estúpido ter que levar o clima em consideração em tudo o que quer fazer. Mas tudo o que esta jovem holandesa diz, e a maneira como vive, mostram que é exatamente isso que faz. Não come carne e ela e a sua família vivem numa “nave terrena”, onde geram toda a energia que usam. Jovanna, como outros milhares de jovens em todo o mundo, inspirou-se na ativista do clima Greta Thunberg. As crianças não podem votar, pelo que fazer greves e manifestações é a única maneira de se fazerem ouvir.

Filmes

A Incrível Aventura das Sonhadoras Crianças Contra Lixeira Furada e Capitão Sujeira!
Julieta e as Tartaruga
Jovanna e o Futuro

Eu e Tu


70 minutos

Neste programa encontramos várias formas de diferença e de luta pela aceitação dessa diferença. Se não tivermos consciência de que somos todos diferentes uns dos outros e que não é essa diferença que nos faz melhores ou piores do que os outros, seremos mais capazes de lidar e aceitar os outros.

Tema

Respeito pelos outros: aceitação das diferenças e inclusão

Filmes

Ian, Uma História Sobre Inclusão
O Presente
Laços de Família
O Coelho e o Veado
O Gangue
O Clube Das Crianças Feias

Kauwboy – O Rapaz e o Pássaro


Boudewijn Koole, Ficção, Holanda, 2012, 81’

Jojo, um menino de 10 anos de idade, tem uma família difícil: o pai sofre de violentas mudanças de humor e a mãe está sempre ausente. Um dia, Jojo encontra uma gralha bebé, abandonada e leva-a para casa escondida. Através da sua amizade especial com o pássaro e a capacidade de adaptação que só as crianças possuem, Jojo encontra uma maneira de se aproximar do pai.

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Leroy


Armin Völckers, Ficção, Alemanha/Suécia, 2008, 85'

Leroy, um afro-alemão de 16 anos, é demasiado alemão para ser negro. A sua vida complica-se quando conhece os irmãos skinhead da sua namorada Eva.

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Montado – O Bosque do Lince Ibérico


Joaquín Gutiérrez Acha, Portugal/espanha, documentário, 2022, 95 min.
Sinopse

Existe um bosque ancestral na Península Ibérica que conserva uma biodiversidade extraordinária: é o Montado. Na Idade Média as comunidades rurais decidiram eliminar parte dos bosques que rodeavam as suas vilas de modo a evitar emboscadas por parte de invasores. Esta estratégia bélica foi-se estendendo paulatinamente ao longo das planícies douradas, dando origem a um modelo florestal tipicamente ibérico onde o aproveitamento de recursos conviveu sempre em harmonia com a vida selvagem.
Desde então, as aves mais lendárias do Mediterrâneo constroem os seus ninhos nos ramos destas velhas árvores e, sob as suas copas, uma infinidade de seres participa no banquete dos frutos, enquanto outra multitude de criaturas se esconde nas suas concavidades. Mas acima de tudo, o Montado é um campo de batalha – é o lugar onde os grandes herbívoros se desafiam, onde águias formidáveis caçam, onde, sob a pressão dos mangustos, convivem os maiores répteis da Europa e onde atrás das flores se escondem predadores com as camuflagens mais fantásticas.

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O Montado

O Montado é um ecossistema semi-natural criado pelo homem há centenas de anos. Caracterizado pelo clima mediterrânico, a Península Ibérica é o lugar onde atinge maior expressão, ocupando um terço de toda a sua área florestal (56% em Portugal e 44% em Espanha). Equiparado à Amazónia, à savana africana, aos Andes ou ao Bornéu, o montado é hoje um dos 35 santuários mundiais da biodiversidade, oferecendo abrigo e alimento a mais de 160 espécies de aves, 24 espécies de répteis e anfíbios, 37 espécies de mamíferos, algumas das quais em elevado risco de extinção como o lince ibérico ou a águia-imperial, e ainda a muitas outras espécies vegetais. Por tudo isto, estes extensos bosques de sobreiros e azinheiras representam um dos símbolos mais importantes do nosso país, trazendo-lhe inúmeros benefícios.

A nível ambiental, o montado cumpre funções importantíssimas: fixa até 14 milhões de toneladas de CO2 por ano, combate o aquecimento global e a desertificação, controla a erosão e regula o ciclo hidrológico. Do ponto de visto económico, ele garante um rendimento de mais de 900 milhões de euros por ano ao nosso país, servindo de suporte à indústria da cortiça mas também a outras actividades de valor cultural incomensurável que caracterizam a identidade regional: o pastoreio, a recolha de frutos para alimentação animal, as culturas agrícolas, as actividades cinegéticas. Tendo nascido graças à intervenção do homem para efeitos de defesa e aproveitamento de recursos, a utilização informada e responsável desta paisagem cultural continua a ser indispensável para a sua preservação e sustentabilidade.

Num dos bosques mais antigos da Europa, têm subsistido, ao longo de milhões de anos, muitas espécies vegetais de origem arcaica.
Sobre estas árvores, três grandes águias que acabam de chegar de uma épica travessia iniciada em África, vigiam o solo em busca de répteis e serpentes, até que finalmente mergulham a grande velocidade, atacando violentamente as suas presas.
Mas ao lado desta espécie africana voam também as águias-imperiais-ibéricas, espécie endémica da nossa fauna e em vias de extinção, o que faz dela uma das aves mais raras do mundo. Quando a sua sombra se projecta sobre as planícies do montado, todos os seus habitantes estremecem, sobretudo os coelhos, em cuja caça se especializaram.
Utilizamos estas ameaçadoras personagens aéreas não só para proporcionar o drama que o filme pede mas também para viajar através das diferentes paisagens que compõem este ecossistema.

Já no solo, onde desabrocham inúmeras espécies de flores, vamos descobrir um universo misterioso formado por uma multitude de plantas e de fauna invertebrada com ritos únicos, como as aranhas-caranguejo que se tornam invisíveis aos olhos das suas presas ao adoptarem a cor das plantas; as aranhas-lobo, que perseguem as presas em movimento; as aranhas-tigre que tecem teias de seda mortais; ou ainda as aranhas-religiosas, que devoram o próprio cônjuge.
Recorrendo a drones e helicópteros para capturar poderosas imagens aéreas, sobrevoaremos montados que atravessam o Alentejo, a Andaluzia, a Estremadura e Castela e Leão. A partir destas localizações, presenciaremos a chegada de novos inquilinos provenientes de países longínquos como os pombos reais, os milhafres, os abutres de cara amarela ou os abutres do Egipto, que se deixam ficar por estas paradas antes de regressarem às respectivas estâncias de reprodução, proporcionando uma azáfama maravilhosa.
É Primavera e as famílias de coelhos aparecem à entrada dos covis – sem dúvida a pedra angular desta paisagem mediterrânica porque constitui a base da cadeia alimentar de vários predadores. A sua estratégia de sobrevivência consiste em garantir a existência de muitos para conseguir a sobrevivência de apenas alguns e por isso estas famílias têm mais de nove crias a cada ninhada e reproduzem-se várias vezes por ano.

É por esta altura que se revela uma das razões mais importantes para os homens terem desbastado este terreno: todo o manto vegetal se converte numa grande extensão de pastos para o gado. Touros bravos, ovelhas, vacas andaluzas e uma série de outras espécies bovinas e suínas partilham o alimento com outros herbívoros selvagens; como os cervos, os gamos e os muflões.
Mas entre toda esta fauna vive também o mangusto africano… É um grande caçador de serpentes, cujo corpo está desenhado para se infiltrar nos arbustos e para se arrastar através do solo, mas é também um predador de coelhos. Extraordinariamente agressivo mas também muito cauteloso, é um mamífero difícil de observar, que corre sérios riscos de vida nesta sua emboscada porque vive no mesmo território que o maior felino da fauna ibérica: o lince. Qualquer mangusto que se cruze no caminho do grande gato será aniquilado e deixado ao abandono, porque o lince elimina qualquer ser vivo que compita consigo na perseguição daquele que é o seu alimento mais apreciado e quase exclusivo: o coelho.

É através desta intriga que entraremos no território do lince, para revelar a vida privada deste grande carnívoro que protagoniza certamente um dos momentos mais belos desta obra.
Apesar de não existirem assim tantos lugares onde se possam esconder, o montado também oferece abrigo a alguns dos maiores répteis da Europa: o sardão, um impressionante devorador de insectos e de pequenos vertebrados, ou a grande cobra bastarda, que se converteu numa lenda graças à sua dimensão que facilmente supera os dois metros de comprimento. Extremamente astuta, é capaz de combinar as duas técnicas de caça utilizadas pelas serpentes: a constrição, por asfixia das vítimas, e o envenenamento, por paralisação.
Com o passar dos dias as temperaturas sobem e o calor põe em perigo a sobrevivência dos seus habitantes. É então que os répteis saem de cena, ocultando-se nas profundezas do subsolo para dar início ao período de estivação.
Ao mesmo tempo, o mundo vegetal enfrenta o seu maior drama. Apesar das suas estratégias milenares para evitar a desidratação, as árvores são atacadas não só pelos escaravelhos devoradores mas também pelo seu inimigo mortal: um fungo que se encontra no subsolo e que consome as suas raízes ancestrais, impossibilitando-as de absorver alimento. Mas nas suas copas, com mais de dois metros e meio de envergadura, os abutres negros suportam o calor, protegendo-as da insolação como um chapéu de sol. Esta, que é a maior ave voadora da Europa, observa as redondezas a partir deste poleiro, em busca de cadáveres.
Ao cair do sol, o calor começa a diminuir a pouco e pouco, dando tréguas às populações do montado. É quando um novo exército de animais em luta pela vida faz a sua aparição. Os raros oásis que se encontram nas redondezas transformam-se agora em lugares de reunião para os animais selvagens.

Muitos, ávidos de água, aproximam-se para beber, mas tantos outros descobriram o local ideal para caçar. Grandes mochos, alucos e corujas substituem assim as grandes águias nos seus lugares de vigia. São elas o verdadeiro perigo da noite que, apesar da sua visão aguçada, usa a audição como principal arma de caça. Os pequenos roedores, mamíferos insectívoros, as lebres ou os coelhos são algumas das suas presas potenciais. Mesmo a grande distância conseguem localizar a sua posição exacta e, graças a uma plumagem sofisticada que lhes permite realizar um voo absolutamente silencioso, atacam as presas por via da surpresa, aparecendo-lhes à frente como se fossem fantasmas.
Já o mangusto é substituído pela fuinha. Capaz de se mover agilmente pelos ramos das árvores e através do solo, caçam tanto pássaros durante o sono como outros pequenos mamíferos que se deslocam entre as árvores ou nos pastos mais próximos.
Mas, a fauna invertebrada também se faz representar durante a noite. Caçadores implacáveis dotados de um ferrão venenoso, os escorpiões ocultam-se em lugares estratégicos e ficam à espreita de algum insecto desafortunado que se atravesse no seu caminho. Nesse momento, atiram-se sobre a presa fixando-a com as suas pinças e injecta nela o seu ferrão repetidamente, até lhe causar a morte.
Este lado mais fatídico da vida de qualquer aracnídeo, muda radicalmente quando os vemos entregues às tarefas de reprodução. Dando à luz mais de trinta crias que carregam consigo até se emanciparem, as aranhas possuem um instinto canibal que por vezes pode determinar a morte de alguns elementos da ninhada. Recorrendo a potentes teleobjectivas, filmámos a rotina destes animais incríveis, tão pouco conhecidos, procurando acrescentar à sua má reputação o seu lado mais amável.

É então que, mal despontam os primeiros raios da aurora, se começam a ouvir ruídos inéditos. Desde há centenas de anos que o homem firmou um compromisso com este território, extraindo a cada nove anos a cortiça dos sobreiros a troco de protecção contra o fogo. Com efeito, a cortiça é um material ignífugo que os sobreiros desenvolvem para se protegerem dos incêndios florestais – um recurso natural exemplificativo da exploração sustentável.
Filmámos este processo ancestral no maior montado da península, enquanto assistimos à azáfama da fauna em redor, representando o homem e a sua actividade apenas como mais um elemento que compõe esta paisagem cultural multifacetada e interdependente.
Conduzindo as suas mulas através dos vales, carregando o fardo, os homens chegam então ao chamado ‘pátio da cortiça’, onde se pesa e selecciona a matéria-prima. Depois de terminarem o seu trabalho, as mulas são levadas até ao ribeiro mais próximo para apaziguarem a sua sede. É durante esta transição que introduzimos o espectador ao pescador mais implacável da fauna ibérica: o martim-pescador. Utilizando uma câmara capaz de registar mais de 1500 imagens por segundo, filmamos as preciosas artes piscatórias desta minúscula ave que com a ajuda das suas pequenas asas é capaz de se lançar como um verdadeiro projéctil sobre a superfície da água, capturando as suas presas desprevenidas.

É desta vez, junto das cegonhas brancas e negras, que assistimos ao fenómeno migratório de regresso ao continente africano, no final da sua época de reprodução.
As nuvens aproximam-se anunciando que algo vai mudar. Em pouco tempo a chuva muda a aparência do montado e imediatamente surgem novas flores, ressuscitando as grandes extensões douradas.

Do interior do bosque, começam a ouvir-se os bramidos dos cervos preparando-se para o momento da batalha. Os maiores machos surgem das zonas mais densas do bosque para se colocarem à mostra no meio das planícies, convocando os adversários. Os machos sucedem-se assim em combates que podem chegar até à morte para consagrar um último vencedor ao qual será concedido um harém de fêmeas. Entre os derrotados encontrar-se-ão feridos, sobreviventes e ainda outros que passarão a ser alimento dos animais necrófilos.
É nesse momento que um exército de abutres desce do céu, voando em círculos por cima dos cadáveres. Emitindo uma série de sinais que alertam o grupo para a existência de alimento, as aves acumulam-se no solo em função de uma hierarquia determinada pela agressividade do mais esfomeado. Poucos minutos depois já só sobram ossos. Com efeito, os abutres desempenham um papel vital na sustentabilidade do montado. Encarregues da limpeza do campo, evitam assim o desenvolvimento de inúmeras doenças.
Por fim, levantam voo e nós levantamos voo com eles. A partir do céu contemplamos a imensidão e a variedade deste ecossistema único que é tão característico da identidade do nosso país.
Neste momento, as chuvas já pararam e as árvores começam a dar fruto. Surgem as primeiras bolotas pelas quais muitos animais estavam à espera. Mas não são apenas os animais residentes que usufruem delas. A partir do norte da Europa chegam milhares de aves em busca deste precioso alimento. É aqui no montado que várias comunidades de grous permanecem durante o inverno até receberem a chamada para a reprodução que as faz regressar mais uma vez aos seus países de origem.

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RTP Notícias
Público
Relatório de imprensa

JOAQUÍN GUTIÉRREZ ACHA

É um naturalista, produtor e realizador de documentários sobre a vida selvagem. É o primeiro espanhol a conseguir apoio e financiamento das televisões mais prestigiadas do mundo como a National Geographic Television, a BBC (Natural History Unit), a Survival Anglia Television, o Canal + Espanha, o Canal + França, a Terra Mater Factual Studios e o Parthenon Entertainment. Os seus projectos têm uma grande repercussão no mercado internacional de documentários ganhando vários prémios e sendo emitidos por televisões em todo o mundo. Joaquín Gutiérrez Acha trabalha também para revistas prestigiadas do setor (Periplo, Geo, Natura, Quercus) e realiza os seus próprios textos e fotografias. No seu currículo conta também com vários prémios de fotografia de natureza e conseguiu mais de vinte capas de jornal. O seu arquivo é comercializado atualmente pela prestigiosa agência britânica OSF (Oxfor Scientifics Films) e as suas imagens em movimento são comercializadas pela National Geographic Digital Motion. É membro da International Association of Wildlife Film Makers.

Ficha Técnica

Coproduzido por:
Pandora Da Cunha Telles, Pablo Iraola

Escrito e realizado por:
Joaquín Gutiérrez Acha

Narrado por:
Joana Seixas

Produtores executivos:
José María Morales, Miguel Morales, Carmen Rodriguez

Direcção de produção:
Carmen Rodriguez

Direcção de fotografia:
Joaquín Gutiérrez Acha

Música:
Pablo Martin Caminero

Montagem:
Iván Aledo

Som:
Carlos De Hita

Câmaras adicionais:
Rubén Cebrián, Luke Massey

Pós-produção de som:
Juan Ferro

Consultores:
Salvador Suano, Mario Cea, Jorge Borges

Produzido por:
Wanda Natura, Ukbar Filmes

Género:
Documentário de natureza

Período de rodagem:
18 -20 meses

Locais de rodagem:
Alentejo (Pt), Andaluzía (Es), Estremadura (Es), Castilla-León (Es), Conclusão do filme 2020

Produtor:
José María Morales

O Bando dos Crocodilos


Christian Ditter, Ficção, Alemanha, 2009, 96'

Hannes, de dez anos, vive sozinho com a sua mãe, e quer muito juntar-se ao grupo mais interessante da região, Os Crocodilos. Durante o seu desastroso teste de entrada, vê a sua vida ser salva por Kai, um rapaz imobilizado numa cadeira de rodas. Tal como Hannes, também Kai gostaria de fazer parte do grupo, mas todos acham que ele seria incapaz de fugir se as coisas ficassem complicadas. Contudo, ao assistir a um assalto, Kai torna-se subitamente interessante para o grupo, forçando a entrada de Hannes. Com os novos elementos, Os Crocodilos estão prontos a resolver um emocionante mistério. Baseado num livro de Max von der Grün, este filme foi premiado em inúmeros festivais de cinema para crianças, tornando-se um grande sucesso de público.

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O Super-­Formiga


Ask Hasselbalch, Ficção, Dinamarca, 2013, 77’

Pelle é um rapaz tímido de 12 anos que acidentalmente é picado por uma formiga e desenvolve super-­‐poderes inimagináveis. Com a ajuda do seu amigo Wilhelm, nerd da BD, Pelle cria uma identidade secreta: O Super-­‐Formiga, e torna-­‐se num combatente do crime local. Quando um super-­‐vilão, o Pulga, entra em cena, o Super-­‐Formiga tem de estar à altura do desafio!

 

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Raparigas / Museu


Shelly Silver, Documentário, Alemanha, 2020, 71 min.

Uma viagem pela histórica colecção do Museu de Belas Artes de Leipzig, guiada por um grupo de raparigas com idades entre os 7 e os 19 anos.
Passando de obra em obra, de século em século, elas partilham connosco a sua perspectiva do que vêem. Ao nascermos, entramos num mundo previamente construído – não escolhemos a nossa própria história, contexto ou cultura. Cada um de nós encara, com um novo olhar, uma cultura que já foi moldada e estruturada com base nos desejos e decisões de outros. Esta cultura é, frequentemente, opaca e escondida sob a superfície do “como é” e do “como foi”. Os museus são instituições concebidas para preservar – são um repositório de visões muitíssimo selectivas da história e da civilização. As obras de arte apresentadas sob a capa da educação e do conhecimento foram, ao logo da história, concebidas, colecionadas, escolhidas e contextualizadas por homens. Não faltam representações de mulheres, mães, esposas, prostitutas, modelos e musas – sejam contemporâneas, clássicas ou religiosas, a larguíssima maioria dessas figuras foi feita sob a perspectiva de homens. Tendo em conta este desequilíbrio, como é que estas obras deverão ser observadas hoje em dia?

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Um Oceano de Plástico


Craig Leeson, Documentário, Hong Kong, 102 min

Um Oceano de Plástico documenta as consequências do nosso estilo de vida, baseado em plástico descartável, e testemunha a destruição que estamos a causar às aves marinhas, tartarugas, mamíferos marinhos e peixes. O filme apresenta também algumas tecnologias exequíveis e soluções inovadoras que todos – dos governos aos indivíduos – podem colocar em prática para voltarmos a ter um oceano limpo e mais sustentável.

Tema A poluição de plástico nos oceanos e os efeitos que isso causa em nós e no planeta

Público-alvo 2.º ciclo, 3.º ciclo, Secundário, Universidade, Professores, Pais

Áreas Cidadania, Ecologia, Estudo do Meio, Ciências Naturais

Assunto
Através deste documentário somos introduzidos à problemática da imensa quantidade de plástico existente actualmente nos oceanos e mares do planeta. Percebemos o que está na origem do problema, quais as consequências para a vida no mar e também as consequências que daí resultam para o ser humano. Finalmente, são-nos apresentadas algumas soluções viáveis e, principalmente, quais as alterações necessárias, do nosso comportamento, para reduzir o consumo de plástico

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Testemunhos

Foi óptimo! Talvez um pouco complexo demais para o 2.º ciclo, mas mesmo assim, bom. Para o 3.º ciclo foi excelente. Tive alunos a chorar (e outros a dormir, mas faz parte). Tive mais de 400 alunos a ver o filme. Se dez por cento que seja mudar comportamentos, já será muito bom.

Nuno Magalhães – Agrupamento João da Rosa, Olhão
24 de Outubro 2019