M/14

A Fábrica de Nada


Pedro Pinho, Ficção, Portugal, 2017, 178 min.

Uma noite um grupo de operários percebe que a administração está a roubar máquinas e matérias-primas da sua própria fábrica.
Ao decidirem organizar-se para proteger os equipamentos e impedir o deslocamento da produção, os trabalhadores são forçados – como forma de retaliação – a permanecer nos seus postos sem nada que fazer enquanto prosseguem as negociações para os despedimentos.
A pressão leva ao colapso geral dos trabalhadores, enquanto o mundo à sua volta parece ruir.

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Gaza Mon Amour



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Sinopse

Gaza, hoje. Issa, um pescador de 60 anos nutre uma paixão secreta por Siham, uma mulher que trabalha como costureira no mercado. Finalmente determinado a pedir a sua mão em casamento, Issa descobre uma antiga estátua de Apollo nas suas redes de pesca, que decide esconder em casa. Quando o Hamas descobre a existência deste tesouro misterioso, os problemas começam a suceder-se. Conseguirá Issa declarar
o seu amor por Siham?

Nota dos realizadores

Gaza, meu amor é uma doce comédia dramática inspirada numa história verídica que aconteceu em Gaza, em 2014. Quando um pescador encontrou a estátua grega de Apollo no mar, o Hamas confiscou-a imediatamente e procurou um comprador, com a esperança de fazer lucro suficiente para ultrapassar os problemas financeiros do país. Ninguém sabe o que sucedeu à estátua. Alguns dizem que foi vendida e posteriormente destruída num raide aéreo.

Foi verdadeiramente triste perceber que o nosso governo não soube o que fazer com a estátua, além de a soterrar numa cave. Mas, ao mesmo tempo, despertou a nossa imaginação… O que poderia ser mais entusiasmante do que imaginar o Deus do Amor a fazer uma aparição em Gaza, para alterar por completo a vida de um velho pescador solteiro?

Com este filme, tal como nos nossos anteriores trabalhos, procuramos vislumbrar o quotidiano neste pequeno “pedaço de terra” chamado Gaza. É um local estranho, onde as situações mais simples afinal podem ser imensamente complicadas.

Enquanto está preso nesta triste situação, o nosso protagonista encara a vida de uma forma diferente. Issa é um romântico e, apesar das tradições conservadoras do país, da sua idade, e dos intermináveis problemas políticos, luta pelo direito a amar, o que faz dele um verdadeiro resistente.
O tom do filme é engraçado, por vezes sombrio, até amargo, mas acima de tudo, melancólico e ternurento, tal como Issa e Siham. Os seus avanços, recuos e encontros, bem como a progressão da sua história são tratados quase como momentos coreografados, acentuando esta sensação de doçura e melancolia.

Um momento partilhado debaixo de um chapéu de chuva, um olhar trocado no mercado, calças que são pequenas demais, um espeto de sardinhas preparado com todo o amor… As histórias mais bonitas, por vezes, são as mais simples.

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Sinopse

Ao longo dos anos, as reuniões mensais do Clube do Picadinho – uma confraria que, há décadas, reúne sete amigos de longa data – passaram de rituais de poder a melancólicas assembleias de fracassados e de promessas não-cumpridas. O fim seria o seu único destino digno até à chegada de um talentoso e misterioso cozinheiro que lhes serve magníficos banquetes. Os laços de amizade estão de volta, é a gula como celebração da vida… e da morte.

Nota do realizador

Não é todo dia que se quer admirar um delicioso quadro de Picasso, ouvir uma crocante sinfonia de Beethoven, ler um suculento Fernando Pessoa ou assistir um apimentado Godard. Mas todos os dias se quer comer. A fome é o único desejo recorrente. A visão acaba, a audição acaba, o sexo, o poder, a juventude acabam. Mas a fome não, a fome continua.Diferente de todas as outras artes, a gastronomia reserva um desafio filosófico único: a plena apreciação de um objeto exige, invariavelmente, a destruição do objeto admirado. É possível admirar a beleza de um prato, observar a composição de suas cores, é possível se inebriar com o aroma dos ingredientes, mas uma comida apenas é contemplada por completo quando exterminada. E com a vida? Como a vida seria apreciada por completo?
Será que também pelo seu fim? Imagine saber com antecedência o dia e a hora de sua morte. O que se alteraria em sua dinâmica e em sua contemplação? Os significados, as relações, as intensidades, as prioridades. O que seria diferente?

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Ficha Técnica

Brasil, Portugal, 2019, ficcção, 102’

com OTÁVIO MULLER, MATHEUS NACHTERGAELE, PAULO MIKLOS, MARCO RICCA, AUGUSTO MADEIRA, ANDRÉ ABUJAMRA, CÉSAR MELLO, ÂNGELO ANTÔNIO, SAMUEL DE ASSIS, ANTÓNIO CAPELO

realização e argumento ANGELO DEFANTI
direção de fotografia RUI POÇAS ABC, AIP
montagem LIVIA ARBEX, EDT.
direção de arte FERNANDA CARLUCCI
figurinos FLAVIA LHACER
maquilhagem AMANDA MIRAGE
som direto JULIANO ZOPPI
edição de som TIAGO RAPOSINHO
misturas PEDRO GÓIS
produção de elenco ALICE WOLFENSON
direção de produção CRISTINA ALVES
música original ANDRÉ ABUJAMRA
produção executiva MARIA IONESCU BÁRBARA DEFANTI
coproduzido por WARNER BROS. PICTURES
coprodução PANDORA DA CUNHA TELLES PABLO IRAOLA
produzido por SARA SILVEIRA, BÁRBARA DEFANTI, ANGELO DEFANTI

baseado na obra de Luis Fernando Verissimo

ANGELO DEFANTI

Formado em Cinema, tem trabalhado como realizador, argumentista, produtor e curador.
Do seu trabalho, destaca-se a longa-metragem Vento Sudoeste, uma adaptação do romance de Luiz Alfredo Garcia-Roza, premiada no Prodecine e no RioFilme em 2009. Em 2015, lançou o documentário Meia Hora e as Manchetes que Viram Manchete que teve a sua estreia na competição da Première Brasil do Festival do Rio. No ano seguinte, estreou dez episódios da série HQ – Edição Especial
na HBO, com produção da RT Features.
Como argumentista, desenvolveu os argumentos de Cordilheira, baseado no romance de Daniel Galera; Notícias do Planalto, inspirado na reportagem de Mario Sergio Conti; e A Pátria de Cadeiras com Antonio Prata e Felipe Sant’Angelo. É, também, o criador da série de ficção Borges, adaptada do livro de Luís Fernando Verissimo e produzida pela Glaz Entretenimento.
Foi o produtor executivo de Alemão, de José Eduardo Belmonte, e de Em Busca de Um Lugar Comum, de Felippe Schultz Mussel. Realizou seis curtas-metragens, todas exibidas e premiadas no Brasil e no no circuito internacional. Entre elas, contam-se Maridos, Amantes e Pisantes (Melhor Realização no Festival de Brasília em 2008), Feijoada Completa (Melhor Filme no Festival de Toulouse em 2012) e Um Dia (Grande Prémio do Festival de Curtas de Paris em 2015). Atualmente, encontra-se a finalizar Verissimo, um documentário sobre o escritor gaúcho no qual O Clube dos Anjos se baseia.

LUIS FERNANDO VERISSIMO

Autor de mais de 60 livros, com obras traduzidas em 11 países, já vendeu mais de 5 milhões de exemplares, continuando a deliciar o mundo com a sua visão. Das suas obras, destacam-se Gula – O Clube dos Anjos, Borges e os Orangotangos Eternos e Comédia da Vida Privada.
Nascido em Porto Alegre, Veríssimo é um dos autores mais populares e prestigiados no Brasil. Reconhecido pelas suas crónicas e textos humorísticos publicados diariamente em jornais brasileiros, é também cartoonista, tradutor, guionista, dramaturgo, e músico, tendo chegado a editar álbuns de jazz.
Sobejamente premiado e reconhecido por intelectuais brasileiros que o elegeram como Homem de ideias do ano, em 1995, Veríssimo viu a sua obra O Clube dos Anjos ser internacionalizada em 2003 quando foi escolhida pela New York Public Library como um dos melhores 25 livros. No ano seguinte, recebeu o Prix Deux Océans no Festival de Culturas Latinas de Biarritz, em França.

Quando se Tem 17 Anos


André Téchiné, Ficção, França, 2016, 116 min.

Damien, de 17 anos, vive com a sua mãe Marianne, enquanto o seu pai se encontra ausente numa missão militar. Na escola, é vítima de bullying por parte de Thomas, o filho adoptivo de agricultores locais. No sentido de ajudar a mãe de Tom, que se encontra doente, Marianne oferece-se para acolhê-lo. Forçados a morar juntos, a tensão entre os dois jovens torna-se cada vez mais palpável…

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Sinopse

Em New Bedford, Massachusetts, uma família disfuncional leva uma olvidável vida, igual a tantas outras. Num Verão e num acto de libertação, as crianças Billie e Nico, partem numa aventura pelo fantástico e poético mundo da infância, invisíveis aos adultos em seu redor.

Filmado num preto e branco como já não se usa, o filme ganhou o Prémio de Melhor Filme na Secção Generation da Berlinale de 2020.

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Utoya, 22 de Julho


Erik Poppe, Ficção, Noruega, 2018, Cores, 72 min.

A 22 de Julho de 2011, mais de 500 jovens participavam num campo de férias político, nos arredores de Oslo, tendo sido atacados por um extremista de extrema-direita armado. Pouco antes de se dirigir à ilha de Utøya, o mesmo homem fizera explodir um edifício governamental em Oslo. Neste primeiro filme de ficção sobre o ataque, conhecemos Kaja, de 18 anos, e os seus amigos. O filme começa quando os jovens, chocados com os acontecimentos em Oslo, estão a tranquilizar os familiares, informando que estão muito longe do local. De repente, o som de tiros destrói o ambiente de segurança. O filme acompanha Kaja, que tenta sobreviver, minuto a minuto.

“É difícil descrever por palavras a vivência daquele horror. A minha esperança é que o filme nos permita compreendê-la para demonstrar ainda mais compaixão por aqueles que – por destino e coincidência – foram apanhados no caos quando o Mal se manifestou.” – Erik Poppe

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