M/12

A Caminho do Pôr do Sol


Julie Moggan, Documentário, Reino Unido, 2005, 58’

Houve uma altura em que uma viagem a bordo do cruzeiro Queen Elizabeth II era o máximo do luxo, apenas acessível a milionários. Os tempos mudaram e o navio está agora cheio dos mais diferenciados passageiros, quase todos ingleses e quase todos idosos. Hoje, os reformados ingleses médios concretizam o sonho das suas vidas viajando a bordo. Ficamos a conhecê-los melhor durante um destes cruzeiros. A observação social torna-se um pretexto para contar uma história agridoce sobre o amor e o tempo que passa. Palavras-chave
Vida / Memória / Passagem do Tempo / Envelhecer / Realização / Cruzeiro marítimo / Lazer / Desfrutar a vida / Turismo / Viagem / Descanso
Pistas de reflexão
Realizar sonhos – Há um limite de idade para continuar a perseguir sonhos?

Envelhecer – A passagem do tempo transforma nossa essência? O que se mantém? O que se transforma? Como lidar com isso?

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Aalto


de Virpi Suutari, Documentário, 2020, 102 min.

Aalto mostra, pela primeira vez, a história de amor entre Alvar e Aino, a sua esposa, também arquitecta.
Com uma deslumbrante cinematografia, viajamos na vida e obra de um dos maiores arquitectos da era moderna, ficando a conhecer o seu processo criativo e muitos dos seus icónicos edifícios espalhados por todo o mundo.
Visitamos vários prédios na Finlândia, incluindo a sua própria casa e atelier, uma biblioteca na Rússia, uma residência universitária no MIT, a casa particular de um colecionador de arte nos arredores de Paris, o pavilhão da Finlândia para uma das Bienais de Veneza, e muitos outros lugares únicos.

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Adeus, Mike


Maria Peters, Ficção, Holanda, 2012, 93’

Mike é hospitalizado por muitos meses e quer ir para casa. Mas quando ele tem alta hospitalar, a sua mãe nunca aparece para levá-­ lo para casa. No dia antes do Natal, Mike é enviado para uma instituição infantil. Como irá Mike conseguir celebrar o Natal em casa com a sua mãe?

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Ama-San


Cláudia Varejão, Portugal, documentário, 2017, 112 min.

Um mergulho, a luz do sol do meio-dia atravessa a água a pique. O ar que está nos pulmões terá que chegar até que se consiga arrancar o haliote às rochas do fundo do Oceano Pacifico e finalmente subir para respirar outra vez. Sem o auxílio de botija de ar ou outra ferramenta que potencie a capacidade de permanecer debaixo de água, todo o corpo é convocado a atingir o seu limite. Estes mergulhos são dados no Japão há mais de 2000 anos pelas Ama-San, literalmente, mulheres do mar que na cultura japonesa ocupam um lugar especial, sendo reverenciadas e ao mesmo tempo, incompreendidas.
As Ama-San conquistaram o estatuto de coletoras e cuidadoras, questionando não só o papel da mulher na sociedade oriental como a própria natureza feminina.

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Aparição


Fernando Vendrell, Ficção, Portugal, 2017, 115’

Escrito na primeira pessoa, “Aparição” transporta teorias filosóficas relacionadas com o existencialismo. A partir deste momento, Vergílio Ferreira constrói uma história que dificilmente pode ser esquecida e confirma o sucesso internacional de um livro que é considerado um dos dez romances portugueses mais importantes.
Do ponto de vista literário, o romance posiciona-se num momento muito especial da vida de Vergílio Ferreira. Ele tinha escrito as suas primeiras obras envoltas no neorrealismo e neste livro abraça o cariz mais filosófico e profundamente humanista do existencialismo. Esse momento de viragem é determinante para a carreira futura do escritor.

Tema Paixão, Desejo, Culpa, Adolescência, Ingenuidade, Provocação, Violência, Literatura, Existencialismo|

Público-alvo 3.º Ciclo, Secundário, Universidade

Áreas Português, Literatura, História, Filosofia

Assunto
“A transmutação do livro para o filme é impossível. O livro tem uma forma literária, um grau de intimidade com o seu leitor e um grau filosófico e poético. Esse domínio de abstração é, objetivamente, muito difícil de criar num filme. A adaptação tornou-se, para mim, funcional quando fiz a análise do livro e senti que este impregnava momentos e vivências com que o próprio autor se confrontava. Vergílio procurava organizar, em matéria escrita, essas experiências e confrontá-las de uma forma espectral, quase como
fantasmas da sua vida. Essa atitude é muito cinematográfica.”
Fernando Vendrell, realizador

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Apoteose


António Borges Correia, Documentário, Portugal, 2009, 66'

Quarenta anos depois, seis ex-combatentes, que estiveram juntos na Guerra da África, continuam a encontrar-se. Eles sabem que, durante essas reuniões, falar sobre a Guerra é terapia para exorcizar pesadelos e fantasmas. O que os mantém vivos é o que os destruira: Memórias. A vida nunca mais foi a mesma. Tinham vinte e dois anos quando se conheceram na Guerra. O tempo parou por aí. Hoje, eles só existem quando estão juntos.

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As Horas de Luz


António Borges Correia, Ficção, Portugal, 2018, 90'

Maria, uma mulher de 72 anos, está a perder a visão devido a cataratas. O tempo de espera no hospital público prevê-se entre 3 a 6 anos. É um velho pescador, António, quem cuida de Maria. António tem uma paixão antiga e secreta por Maria. Ana, a filha de Maria, há muitos anos desavinda com a mãe, viaja de Lisboa para VRSA. O objetivo de Ana, ou a sua redenção, é que a mãe recupere a visão. Joga na lotaria, faz-se artista de rua, mas não tem sucesso. Entretanto, o Presidente da Câmara cria um protocolo com o governo de Cuba para operar os doentes com cataratas, do Concelho, por oftalmologistas cubanos.

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As Horas do Douro


António Barreto e Joana Pontes, Documentário, Portugal, 2010, 100'

Ensaio da autoria de António Barreto e Joana Pontes, As Horas do Douro é inspirado nos Livros de Horas, manuscritos iluminados comuns na Idade Média. Cada livro contém uma colecção de textos, orações e salmos adequados para determinados horários do dia. Partindo desta ideia medieval de inventário e registo anual, o filme dá a ver o modo como o ciclo da vinha e do vinho, veio central do filme, determina a vida das pessoas nesta região. O que se pretende mostrar, através do reconhecimento minucioso da transformação da paisagem ao longo das estações do ano, é que esta vinha é obra de homens, que o vinho é uma coisa humana e que assim tem de ser apresentado.

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As Mãos no Ar


Romain Goupil, Ficção, França, 2010, 90'

Quando um colega de carteira vai morar para outra cidade ou, por qualquer outra razão, é obri gado a mudar de escola, deixa sempre um lugar vazio. A sua falta é sentida, mas a vida continua, porque não há nada a fazer, nada de terrível a evitar. O caso de Milana é diferente. Estamos em 2067 e ela relembra um momento marcante da sua infância, que teve lugar há quase 60 anos, em 2009, quando era uma jovem imigrante chechena em Paris. A sua família, como tantas outras, não tinha os documentos em ordem e a ameaça de expulsão do país pairava constantemente sobre as suas cabeças. Quando se dá conta que o pior pode estar prestes a acontecer, o seu grupo de amigos, composto por Blaise, Alice, Claudio, Ali e Youssef, decide reunir esforços e fazer o possível e o impossível para salvar Milana. Enquanto aplicam as suas estratégias primárias para evitar que a deportação aconteça, os adultos fazem aquilo que sabem fazer melhor: preocupam-se. Mas isso não é suficiente para os mais novos. A confirmar a veia militante do realizador, esta é uma história política vivida pelos mais novos, que chama a atenção para o que de humano pode estar em falta na burocracia.

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Balada de Um Batráquio


Leonor Teles, Documentário, 2016, Portugal, 11'

“Simultaneamente estranhos e familiares, distantes e próximos, inquietantes e sedutores, marginais e cosmopolitas, os ciganos apresentam-se envoltos numa aura de ambiguidade. Não se pode dizer que sejam invisíveis, pois dificilmente passam despercebidos.”
Daniel Seabra Lopes in Deriva Cigana, 2008

Tal como os ciganos, os sapos de loiça colocados à entrada de casas e estabelecimentos comerciais não passam despercebidos a um olhar mais atento. Este filme consiste num acto interventivo e social contra o significado simbólico e real contido nesses mesmos sapos.

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Bobô


Inês Oliveira, ficção, Portugal, 2013, 80'

Sofia vive isolada num velho apartamento de família onde até o pó parece ser preservado. A pedido da sua mãe chega Mariama, uma jovem guineense, para ajudar a cuidar da casa e do seu filho. Mas onde está este filho que nunca vemos? Bobô, irmã mais nova de Mariama, vai despertar em Sofia uma vontade de sair do casulo. Atrás do seu sorriso confiante, Mariama atormenta-se com a ameaça da mutilação genital feminina a que Bobô está prestes a ser submetida… O encontro entre Sofia e Mariama fá-las confrontarem-se com os seus fantasmas.

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Bué Sabi


Patrícia Vidal Delgado, Ficção, 20 min., 2013

“Bué Sabi” retrata a amizade improvável de três personagens femininas: uma cigana que mora na Buraca, a sua melhor amiga cabo-verdiana e uma jovem de classe média alta. Apesar de terem estatutos sociais diferentes, criam uma amizade livre de preconceitos, até que uma noite fatídica põe tudo em causa…

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Cão Inútil


Ken Wardrop, Ficção, Irlanda, 2004, 5'

Um agricultor está a ter problemas com a sua cadela dorminhoca e inútil. Mas o que é que se há-se fazer?

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Comic-con: O Mundo da BD


Morgan Spurlock, Documentário, Canadá, 2011, 88’

A San Diego Comic-Con é a maior convenção de BD e cultura pop do Mundo. Ano após ano, durante 4 dias, o evento é palco do encontro de milhares de pessoas, presentes ali pelos mais diversos motivos. Em Comic-Con: O Mundo da BD, Morgan Spurlock, realizador de Super Size Me, escolhe cuidadosamente os seus personagens, fanáticos por filmes, séries e BD, numa tentativa de demonstrar o que os move e qual é a importância da convenção no percurso de cada um deles.

A produção é do Joss Whedon e do lendário Stan Lee, criador do Hulk, Homem-Aranha e tantos outros personagens.

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Conversas de amigas


Josefien Hendriks, Documentário, Holanda, 2013, 15

Ismini (13 anos) vai dormir a casa de Komal (12 anos), sua vizinha e
melhor amiga. As meninas estão convencidas que terão a sua primeira
menstruação. Amanhã tudo será diferente, serão mulheres. À noite
conversam sobre o amor, crescimento e acham que nada mudará na
relação delas. O que significa ser mulher e crescer? Filmada em stopmotion,
esta é uma maravilhosa obra sobre a intimidade e a partilha.

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Corte de Cabelo


Joaquim Sapinho, Ficção, Portugal, 1995, 91'

Ela tem 19 anos, chama-se Rita. Trabalha na perfumaria do centro comercial. Hoje vai casar. Vai ao cabeleireiro. Terramoto. De repente, decide cortar o cabelo curto. Paulo, o noivo, está à espera no registo civil. O que vai acontecer? Só vendo…

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De Quinta a Domingo


Dominga Sotomayor, Ficção, Chile, Holanda 2012, 96'

Um fim de semana familiar é a proposta deste road-movie. Aquilo que poderia ser um momento íntimo de partilha a quatro é, contudo, manchado pela constatação de que será a última vez que estarão todos juntos. Há dois mundos no carro – o banco de trás que acompanha com pequenas intromissões as nucas quase sempre em tensão dos pais, e o banco da frente que dividido a meias, tenta comunicar para trás apenas o seu lado mais positivo. Há assim, um terreno minado o qual é necessário tactear com cuidado. “Quero dormir cansada” frase cantada no filme, vem atestar o fim da relação, como uma balada de despedida. Embora jovem, Dominga Sotomayor segura o filme com pinças de mestre, revelando cada detalhe com doçura e emoção, criando imagens com sombras, tirando partido de luzes e da paisagem, fazendo-nos penetrar num universo familiar do qual nunca nos sentimos intrusos, nem voyeuristas.

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Desnudando a Minha Mãe


Ken Wardrop, Documentário, Irlanda, 2004, 5'

O nu envelhecido e farto de uma mulher vai revelando notas sobre a sua vida, as suas emoções, a relação com o seu próprio corpo.

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Desvio 45


António Borges Correia, Portugal, ficção, 2002, 15 minutos

Um casal parte em lua de mel. Perdem-se no caminho encontram-se… 50 anos depois.

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Dois para Comer


Borja Cobeaga, Ficção, Espanha 2005, 16'

Um dia Joaquín acorda e descobre que a mulher o deixou e ao filho. O que lhes custa mais suportar é o facto de ela já não estar lá para fazer todo o trabalho doméstico. Os dois vão encontrar uma solução surpreendente.

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Donzela Guerreira


Marta Pessoa, Ficção, 2020, Portugal, 74’

DONZELA GUERREIRA ficciona o Portugal de meados do século XX. A partir da figura de Emília, uma escritora, em Lisboa, no ano de 1959, o filme convoca vultos, lugares, situações, receios e ironias numa aproximação aos universos literários de Maria Judite de Carvalho e Irene Lisboa, escritoras da cidade e das personagens que nela habitam. Guiados pela voz e olhar de Emília, entramos num jogo entre as imagens de arquivo da cidade e a efabulação pura. É uma Lisboa de ruas, jardins e casas onde habitam mulheres que olham para si próprias e umas para as outras, que ocupam os lugares que lhes destinam e o silêncio a que as votam. Por mote, a história de uma donzela que se veste de homem para ir guerrear.

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E Agora? Lembra-me


Joaquim Pinto, Documentário, Portugal, 2013, 164 min.

Joaquim Pinto, que vive com HIV há mais de duas décadas, faz uma retrospectiva da sua vida no cinema, de suas amizades e amores, dos mistérios da arte e da natureza – tudo isso enquanto se submete a um tratamento medicamentoso experimental.

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Éden


Daniel Blaufuks, Documentário, Portugal, 2011, 67'

Éden é um documentário sobre a presença do cinema na sociedade e no imaginário contemporâneo, analisado a partir de um fenómeno particular: a presença de um filme desaparecido na memória colectiva de um microcosmo social implantado a meio do oceano Atlântico – São Vicente, Cabo Verde. Entre os anos 40 e 50 foram feitos quatro filmes nesta ilha, realizados e interpretados por jovens amadores cabo-verdianos. “A Força da Cobiça” o primeiro e único que ainda existe, os westerns “O Cavaleiro Mascarado”, “O Guarda Vingador” e já em 54, o drama “O Segredo dum Coração Culpado”, uma história de amor entre dois irmãos. Este é o pretexto para se levantar questões sobre as funções do cinema na sociedade e as consequências do desaparecimento físico das salas de projecção e do seu visionamento em núcleos pequenos e caseiros. Em São Vicente viu-se cinema, fez-se cinema e viveu-se o cinema. Este documentário pretende contar um pouco dessa história, a história de uma ilha e de um tempo em que as únicas formas de lá sair eram através do mar ou do cinema.

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