Além do Horizonte – A Travessia relata os feitos épicos dos modernos argonautas no início do século XX e segue os pioneiros da aviação portuguesa Gago Coutinho e Sacadura Cabral na sua corrida destemida para atravessar o Atlântico Sul. Movidos por um forte espírito de aventura, desafiaram os limites do esforço humano ao navegar por céus desconhecidos.
Os seus feitos e inovações científicas de navegação astronómica revelaram o caminho para outros planetas do universo.
“Além do Horizonte – A Travessia integra um conjunto de projetos de cariz histórico por mim concretizados, em que aspetos políticos e sociais fraturantes foram trazidos para a contemporaneidade, procurando uma reflexão sobre os desafios que enfrenta atualmente a sociedade.
Este filme tem um perfil de ação dramática pronunciado, bem como alguns aspetos científicos e culturais de interesse formativo e pedagógico. Para além do enorme ênfase no lugar dos heróis neste projeto, identificamos quer uma paisagem do país (político e social), quer uma paisagem do mundo. Neste contexto, assume particular relevo o universo da lusofonia.
Destacam-se três vertentes: em primeiro lugar, é a experiência profissional em África que abre os horizontes pessoais e científicos dos nossos protagonistas. Em segundo lugar, é o Brasil o destino escolhido, o que, pela importância na História dos dois países, pelo fluxo da emigração de então, e também pela relevância
do pioneiro brasileiro Santos Dumont na aviação mundial, adquire uma incontornável dimensão real e mítica. E por último, considero pertinente e urgente que, num universo audiovisual povoado por personalidades e referências de ascendência anglo-saxónica, se dê primazia a heróis, aventureiros e personalidades determinantes da nossa língua e cultura latina.
É também um tema imbuído de uma visão romântica da transcendência do humano, o que torna este filme atual e internacional, até mesmo universal. Com este projeto pretendo ainda explorar, emocional e plasticamente, as possibilidades dadas por uma narrativa com características de epopeia e drama, aventura e introspeção, e cujas possibilidades de exploração dramatúrgica remetem para tópicos como: tecnologia e natureza, espírito nacional e espírito universal, ação individual e dever coletivo, heranças e projeções do futuro.
Este filme é um sinal para as futuras gerações, de que é possível fazer e sonhar. Que o país, que parece pequeno, tem o tamanho das nossas ambições, do que iremos concretizar e do nosso desejo de sermos criativos, íntegros e livres. O espírito pioneiro destes nossos compatriotas de há 100 anos persiste nos que sonham efetuar viagens planetárias, projetando um desígnio universal para a humanidade.
Como afirmava Plutarco: “navegar é necessário, viver não é necessário”. A aventura tem de continuar!”
Fernando Vendrell
Cartaz
Dossier de Imprensa
Realização Fernando Vendrell
Argumento Filipe Santos, João Canelo, Diogo Figueira,
Tota Alves, Fátima Ribeiro, José Diogo Gonçalves,
Rúben Gonçalves, Isabel Pestana
Música Original Armando Teixeira
Direção de Fotografia Pedro Cardeira
Direção de Arte Ana Teresa Castelo
Figurinos Patrícia Domingues
Caracterização Magali Santana
Direção de Som Pedro Adamastor
Direção de Produção Teresa Amaral
Produção Executiva Ana Figueira
Com
Sacadura Cabral Gonçalo Waddington
Gago Coutinho Miguel Damião
Sarmento Beires Francisco Froes
Ortins de Bettencourt Rafael Gomes
Tibita Andrade Júlia Palha
Norberto Lopes Vicente Wallenstein
Thomaz Colaço Tiago Costa
Margaret Davies Maya Booth
Há mais de 100 anos, Sacadura Cabral e Gago Coutinho revolucionaram a tecnologia de navegação aérea ao realizarem a primeira ligação do Atlântico Sul entre 30 de março e 17 de junho de 1922, ligando Lisboa ao Rio de Janeiro.
Além do Horizonte – A Travessia acompanha o despique de três oficiais portugueses: da Marinha, Sacadura Cabral e Gago Coutinho, e do Exército, Sarmento Beires, que se tornaram aviadores com méritos reconhecidos internacionalmente.
Os aviadores Sacadura Cabral e Gago Coutinho concretizaram um dos maiores feitos históricos de sempre, enquanto Sarmento Beires completou a mesma ligação aérea transatlântica, à noite e numa só etapa.
O sistema de localização utilizado por ambos e a sua precisão foi vital para a capacitação da aeronáutica como meio de transporte, rompendo com distâncias e com o paradigma de tempo das viagens no mundo, obtendo o que poucos sequer sonharam.
Num tempo em que as aeronaves eram feitas de madeira, ferro e linho, quase sem propulsão a combustível eficaz, estes homens correram riscos e decidiram ir mais além sem qualquer referência visual pré-definida e com um sistema de navegação autónomo. Sem o seu rigor científico e coragem, o Homem nunca teria chegado à Lua.