Ao longo de vários anos, Justine Lemahieu encontrou-se com Lila e João, as duas artistas da banda Fado Bicha, cujas canções dão corpo e voz às histórias e lutas LGBTQIA+. Nos camarins, as palavras e os olhares cruzam-se, questionando a nossa relação com as aparências, as normas de género, a linguagem e a sexualidade.
Festival Internacional de Cinema Independente IndieLisboa, 2024
Festival Internacional de Cinema Queer Lisboa, 2024
Festival Internacional de Documentários de Thessaloniki, 2025
LISBOA
Cinema City Alvalade
Cinemas NOS Alvaláxia
SETÚBAL
Cinema City Setúbal
LEIRIA
Cinema City Leiria
COIMBRA
Cinemas NOS Alma Coimbra
PORTO
Cinemas NOS Alameda Shop & Spot
As Fado Bicha é um documentário de longa-metragem dedicado à questão da invisibilização da comunidade LGBTQI+ em Portugal e à experimentação no domínio do fado. Aborda a relação entre performance, corpo e ativismo político, seguindo as conversas e narrativas das artistas Lila Tiago e João Caçador desde os bastidores, os tempos de ensaios e sessões de maquilhagem, habitualmente fora de campo. Assumindo a presença da câmara, procurei questionar as minhas próprias categorias de entendimento, observar e retratar as escolhas musicais, estéticas e discursivas da dupla, para interrogar a relação da nossa sociedade com as normas de género, as regras de linguagem, os tabus ligados à sexualidade e o desprezo pela feminilidade.
NOTA SOBRE MONTAGEM EDITADA PARA EXIBIÇÃO NOS CINEMAS
A montagem original do filme “As Fado Bicha” incluía uma sequência dedicada às filmagens do videoclip “Lila Fadista”, uma adaptação de João Caçador e Lila Tiago do famoso fado “Júlia Florista” da autoria de Leonel Vilar e Joaquim Pimentel.
Devido à recusa categórica dos herdeiros de um dos autores deste fado em ver o documentário e em licenciar os direitos da canção, esta sequência teve de ser retirada para que o filme pudesse ser exibido no circuito comercial.
As Fado Bicha é uma obra necessária e pertinente, em jeito de chamada de atenção e de celebração da diversidade.
Inês Moreira Santos, Hoje vivi um filme
Lemahieu apresenta-nos a oportunidade de um “concerto” onde podemos conhecer parte do percurso e transformação destas duas pessoas à medida que se estabelecem no panorama musical, mas, acima de tudo, na sua própria visão de quem são.
Daniel Pinheiro, Queer Porto
Explora a diversidade de género não dita por trás da exportação musical mais conhecida de Portugal.
Graham Douglas, Latino Life
Argumento e realização: Justine Lemahieu
Com: João Caçador, Lila Tiago
Produtor: Bruno Moraes Cabral
Imagem: Pedro Ivo Carvalho, Justine Lemahieu
Som: Miguel Moraes Cabral, Olivier Blanc, Bruno Moraes Cabral
Música: Fado Bicha
Montagem: Justine Lemahieu
Montagem de som e misturas: Hugo Leitão
Correção de cor: Gonçalo Ferreira
Produção: Wonder Maria Filmes
Apoio financeiro: ICA, Fundo de Apoio ao Cinema
Apoios: Fundo de Apoio ao Cinema, IndieLisboa, Digital Mix Música e Imagem, Fundação GDA, Portugal Film, Universidade Lusófona, The Yellow Color
(França, 1981) É uma realizadora franco-portuguesa. Mestrada em Estudos cinematográficos (Université de la Sorbonne Nouvelle, Paris) e em Antropologia e culturas visuais (Universidade Nova de Lisboa), Justine vive e trabalha em Lisboa desde 2005, tendo tornado Portugal o seu país de adoção e o foco dos seus filmes. Os seus documentários dedicam especial atenção às questões sócio-económicas, às discriminações, às lutas e às formas quotidianas de resistência. A sua primeira longa-metragem, “Sousa Martins” (doc., 81′, 2018), estreou-se nos cinemas portugueses em 2019.
FILMOGRAFIA
Sousa Martins, 2018
As Fado Bicha, 2024