À medida que os combustíveis fósseis continuam a aquecer o planeta, o mundo é forçado a enfrentar a influência das grandes empresas de petróleo e das táticas que, durante gerações, enriqueceram um pequeno grupo de corporações e de indivíduos. Sob os nossos pés, existem átomos de urânio na crosta terrestre que contêm uma energia incrivelmente concentrada. Em meados do século XX, a ciência desbloqueou esta energia e usou-a para construir bombas. Depois, usou-a para dar energia a submarinos e os Estados Unidos lideraram esforços para gerar eletricidade a partir desta nova fonte. Mas, quando as sociedades começaram a fazer a transição para a energia nuclear, afastando-se dos combustíveis fósseis, deu-se início a uma longa campanha de relações públicas para assustar o público, financiada em parte pelos interesses das indústrias do carvão e do petróleo. Esta campanha viria a espalhar o medo sobre a radiação inofensiva de baixo nível e a criar confusão entre armas nucleares e energia nuclear. Com um acesso sem precedentes às indústrias nucleares de países como a França, a Rússia e os Estados Unidos, o icónico realizador Oliver Stone explora as possibilidades de a comunidade global conseguir superar os desafios das alterações climáticas e alcançar um futuro mais promissor através do poder da energia nuclear – uma opção que pode vir a tornar-se numa maneira vital de garantir a nossa sobrevivência mais cedo do que pensávamos.
As alterações climáticas forçaram-nos a reconsiderar violentamente as formas como geramos energia enquanto comunidade global. Há muito considerada perigosa pela cultura popular, a energia nuclear é, na verdade, centenas de vezes mais segura do que os combustíveis fósseis, e os acidentes são extremamente raros. Então, como podemos tirar mil milhões de pessoas da pobreza e reduzir rapidamente os gases do efeito de estufa, como o dióxido de carbono e o metano, e, em muitos países, o carvão? Uma solução clara é a inclusão da energia nuclear na mistura de energias verdes, uma vez que os engenheiros têm vindo a comercializar novos designs de reatores nucleares mais pequenos que podem ser fabricados em massa e a um custo mais reduzido. Precisamos de fazer esta transição – e rapidamente. Isto é, na minha opinião, a maior história do nosso tempo – discutir a trajetória da humanidade, da pobreza à prosperidade, e o domínio da ciência para superar a procura moderna de mais e mais energia. – Oliver Stone, abril de 2023
Festival Internacional de Cinema de Veneza, 2022
Prémio CICT – UNESCO \ Enrico Fulchignoni
Festival Internacional de Cinema de Veneza, 2022
CPH:DOX, 2023
Festival Internacional de Cinema de Deauville, 2023
Festival Internacional de Cinema de Jerusalém, 2023
Festival Internacional de Cinema de Zurique, 2022
Festival Internacional de Cinema de Bergen, 2023
Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro, 2023
Festival Internacional de Cinema de Torino, 2023
Um documentário intensamente cativante e imperdível.
Owen Gleiberman, Variety
A aversão do filme a revelações formais ou retóricas bombásticas, enquanto aborda as esperanças dos cientistas de um futuro melhor, acaba por se revelar no seu próprio bálsamo.
Brandon Yu, New York Times
Stone procura transmitir, de forma louvável, uma visão esperançosa diante do prognóstico apocalíptico atual da nossa existência coletiva.
Carlos Aguilar, TheWrap
Oliver Stone, Documentário, EUA, 2022, 105 min.
Realização Oliver Stone
Argumento Joshua S. Goldstein, Oliver Stone
Fotografia Lucas Fuica, Steven Wacks
Música Vangelis
Produção Max Arvelaiz, Fernando Sulichin
Produção Executiva Zachary Bogue, Roksana Ciurysek-Gedir, Philippe Delmas, Eric Hamburg, Lawrence M. Kopeikin, Agata Woloszczuk
Edição Brian Berdan, Kurt Mattila
Com um percurso de quase quarenta anos, Oliver Stone é um realizador, argumentista, produtor e autor de best-sellers. Stone ganhou o seu primeiro Óscar de Melhor Argumento Adaptado pelo filme “Expresso da Meia-Noite” (1978) e conquistou o seu segundo e terceiro Óscares de Melhor Realizador com “Platoon” (1986) e “Nascido em 4 de Julho” (1989), respetivamente. Outros projetos notáveis incluem “Wall Street” (1987), “JFK” (1991), “Nixon” (1995), “W.” (2008), “Selvagens” (2012) e “Snowden” de 2016, além do argumento do filme de 1983 de Brian De Palma, “Scarface”, que se tornou num dos filmes mais icónicos da história do cinema.
FILMOGRAFIA
Seizure, 1974
The Hand, 1981
Salvador, 1986
Platoon, 1986
Wall Street, 1987
Talk Radio, 1988
Born on the Fourth of July, 1989
The Doors, 1991
JFK, 1991
Heaven & Earth, 1993
Natural Born Killers, 1994
Nixon, 1995
U Turn, 1997
Any Given Sunday, 1999
Comandante, 2003
Alexander, 2004
World Trade Center, 2006
W., 2008
South of the Border, 2009
Wall Street: Money Never Sleeps, 2010
Castro in Winter, 2012
Savages, 2012
Mi amigo Hugo, 2014
Snowden, 2016
JFK Revisited: Through the Looking Glass, 2021
Nuclear Now, 2022