My Way

Thierry Teston em colaboração com Lisa Azuelos, França, EUA, documentário, 2024, 90 min.
Sinopse

My Way é muito mais do que uma canção. Esta partitura maior atravessou épocas, fronteiras e gerações. É um hino que se impôs como parte de nós próprios e se inscreveu duradouramente na história da música.
My Way é também uma das canções mais interpretadas do mundo, de Sid Vicious a Tom Jones, de Nina Simone a Pavarotti.
No entanto, muitos desconhecem que nasceu em França, à beira da piscina da mansão de Claude François numa tarde de verão de 1967, e que uma sucessão de encontros fortuitos e noites em branco a conduziram através do Atlântico até àquele que a tornaria numa Lenda.
À semelhança de um biopic, o documentário MY WAY conta a história do nascimento de uma canção mítica e a forma como ela ascendeu ao panteão da cultura popular.

Nota de Intenções

Quando Lisa me falou pela primeira vez na ideia de fazer um documentário sobre MY WAY, não fiquei imediatamente convencido de que uma única canção pudesse ser o tema de um filme. Ela conhecia a minha experiência com documentários e música e queria persuadir-me a embarcar no projecto com ela.
Gostava da canção, mas tinha a imagem de um enorme êxito de Sinatra, regravado centenas de vezes com letras um tanto pomposas, um título reconhecido em todo o mundo cuja história todos conhecíamos. Uma canção de Claude François, adaptada por Paul Anka para Sinatra, que a transformou num dos maiores sucessos de todos os tempos.
Mas à medida que fui aprofundando a investigação e os diálogos, descobri verdadeiramente a história desta canção, desde a sua escrita em 1968 até aos dias de hoje, e compreendi a sua profundidade e natureza extraordinária. É uma história dentro da História, repleta de reviravoltas, com protagonistas tão incríveis quanto inesperados. É certamente uma história musical, mas com repercussões sociológicas e políticas em todo o globo.
“My Way” foi inicialmente o testamento de homens viris que olhavam para a sua vida sem arrependimentos: Sinatra, Anka, Tom Jones, Elvis, entre outros. Com Nina Simone, tornou-se o manifesto de uma mulher negra na América dos anos 70. Tornou-se um hino punk com os Sex Pistols na Inglaterra de Margaret Thatcher e, pouco depois, um hino da queda do Muro de Berlim quando Nina Hagen a cantou no concerto pela reunificação das duas Alemanhas. Mais recentemente, foi a canção favorita de autarcas como Trump, Putin ou Kim Jong Un. E, no entanto, é a mesma canção com a mesma letra.
Para prolongar esta história de “My Way” e ilustrar como ela não tem fim, quis convidar artistas a oferecer-nos a sua versão de “My Way”. Uma artista francesa e uma americana, Clara Luciani e Ben Harper. Ambos têm uma ligação muito forte com a canção. Sem se consultarem, apresentaram versões muito despojadas, com grande humildade. É com estas interpretações que o filme termina e a história de “My Way” continua.

Thierry Teston, realizador.

SELECÇÕES E PRÉMIOS

2025 • FIFA – Festival Internacional do Filme sobre Arte • Montreal (Canadá) • Selecção oficial longas-metragens
2024 • Festival de Cannes • Cannes (França) • Cinéma de la plage
2024 • États généraux du film documentaire • Lussas (França) • Jornada Sacem
2024 • Sacem • Paris (França) • Prémio Sacem do melhor documentário musical

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Cartaz
Dossier de Imprensa

Imprensa

As múltiplas vidas da canção My Way. Documentário muito bem construído e instrutivo, que beneficia ainda da narração de Jane Fonda.
Narrada como um biopic pela voz de Jane Fonda, que a personifica, a canção vai atravessar modas, o tempo e os continentes simbolizando as influências mais diversas, para não dizer opostas. Escrita originalmente em 1967 para Claude François por Jacques Revaux, nascerá com o título de Comme d’Habitude. Notada por Paul Anka, que lhe escreverá a letra inglesa, atravessará o Atlântico para se tornar My Way. Tornar-se-á um êxito planetário quando for interpretada em 1968 por “The Voice”, o próprio Frank Sinatra.
Conhecerá depois vidas muito diferentes consoante os intérpretes que a escolhem: Nina Simone, que a transforma num hino; Sid Vicious (do grupo punk Sex Pistols), que a converte numa paródia provocatória; ou ainda Nina Hagen, por ocasião da queda do Muro de Berlim. Quanto a Paul Anka, continua incansavelmente a fazê-la viajar, especialmente perante ditadores, adaptando a letra à sua grandeza (!).
Hoje, sempre de vocação internacional, são o americano Ben Harper e a francesa Clara Luciani quem lhe dá um novo fôlego.
Os realizadores Thierry Teston e Lisa Azuelos (por sua vez autora do biopic Dalida) reconstituem, com rigor e malícia, a vida desta canção imortal tornada intemporal. A escolha de Jane Fonda para a voz off é também uma excelente ideia.
The Film Verdict, Stephen Dalton

My Way é um testemunho do poder transgeracional e da capacidade de adaptação de uma única canção, evoluindo de balada francesa amarga para hino triunfalista totalmente americano, clássico de karaoke, escolha habitual em casamentos e também em funerais. Pelo caminho, inspirou milhares de versões de artistas tão diversos como Elvis Presley, Shirley Bassey, Tom Jones, Willie Nelson, Gipsy Kings, Robbie Williams, Nina Simone e Sid Vicious. Mesmo que a demolição ruidosa feita pelo cantor punk tenha sido um gesto iconoclasta, funcionou também como uma crítica satírica e espirituosa à arrogância empolada da letra, merecendo elogios calorosos de Leonard Cohen e de outros. Mas a releitura jazzística, nervosa e explosiva de Simone é a inclusão mais radical do filme, e salta realmente do ecrã.
The Film Verdict, Stephen Dalton

 

ENTREVISTADOS

Jacques Revaux — Um dos “pais” da canção fala sobre My Way numa entrevista.

Paul Anka — O outro “pai” de My Way partilha as suas reflexões sobre a canção e sobre como tudo aconteceu.

Sparks — Intérpretes de “When Do I Get to Sing My Way”, uma canção que se tornou um título emblemático na sua discografia.

Riopy — Pianista e compositor autodidacta, compôs variações para piano baseadas em “My Way”.

Sydney Sweeney — Actriz, conhecida pelos seus papéis em The White Lotus e Euphoria. É o rosto do perfume “My Way” da Armani.

Gabriel Yared — Compositor e arranjador, reconhecido por inúmeras bandas sonoras cinematográficas.

Janelle Monáe — Artista musical, actriz e modelo norte-americana multi-premiada, a música de Monáe valeu-lhe seis nomeações para os Grammy Awards. Participou nos filmes Moonlight, Hidden Figures (228 M$ de bilheteira) e The Glass Onion da Netflix. Janelle Monáe interpreta uma versão exclusiva de “My Way” gravada para o filme.

Ben Harper — Intérprete de “My Way”, vencedor de múltiplos Grammy Awards.

Jane Fonda — Narração