M/12

Entre Ilhas


Amaya Sumpsi, Documentário, Portugal, 76 minutos
Sinopse longa

Era uma vez nove ilhas longínquas, conhecidas como Açores, às quais só se conseguia chegar depois de intermináveis viagens de barco, e das quais só era possível partir quando se perdia o medo de enfrentar a imensidão do mar. É a esse lugar –ora real, ora imaginado, que a cineasta pretende chegar quando embarca na sua peculiar viagem a bordo dos rápidos e modernos ferries que ligam hoje estas ilhas do Atlântico. No seu périplo, encontra velhas histórias de mar, folhas de diários perdidos e fotografias antigas que a hipnotizam: há horizontes repletos de barcos, comandantes e contramestres, há pianos nos salões da primeira classe, gado que viaja junto à terceira e caixeiros viajantes, há militares, muitos estudantes, alguns namoros e tantos enjoos, há nascimentos a bordo e dias de São Vapor, há tempestades e um medo terrível à morte. A cada milha navegada, o lento vagar dos antigos iates e vapores enfeitiça a imagem presente, e do movimento lento das ondas emerge esse outro mundo sensorial em que não há aviões lowcost nem pressa para nada. “Entre Ilhas” sustem o fôlego para imaginar os Açores assim: ilhas centro, ilhas periferia, ilhas isoladas, ilhas cosmopolitas.

Nota da Realizadora

A primeira ideia deste filme nasce em 2016, numa viagem entre as ilhas de São Miguel e do Faial a bordo do navio de passageiros “Express Santorini”. Desde pequena que tenho o hábito de passar horas a observar com atenção o que se passa ao meu redor, imaginando a vida para além de tudo o que consigo ver e ouvir, e projetando um possível fora de campo. Esta longa travessia marítima era de facto perfeita para fazer aquilo que mais gosto: passeando pelo convés ou sentada nos salões do bar, estudava os detalhes dos espaços, contemplava as paisagens, observava os gestos dos corpos e ouvia as conversas dos passageiros, imaginando o resto. O Santorini lembra um love boat em decadência que navega em lentidão, transportando-nos para um ritmo antigo em que, sob o efeito da ondulação do mar, os corpos se vão relaxando e as conversas também. Turistas e locais fazem do barco a sua casa e apropriam-se deste espaço, que uma vez foi luxuoso, para o transformar num acampamento improvisado, com sacos cama e marmitas, rádios e guitarras, cartas e dominós. O barco é de facto um lugar de encontro humano, mas não só. A sua passagem pelas ilhas parece estabelecer uma coreografia que cria uma dança-espetáculo onde a insularidade se sente como em nenhum outro sítio. Quando finalmente cheguei ao Faial sabia já que este seria o meu próximo filme: o feitiço que o Santorini tinha lançado sobre mim só seria desfeito quando conseguisse contar a sua história. Os meus filmes não nascem de lugares, pessoas, ou temas que se possam escolher e planificar à priori, mas sim do deslumbramento emocional e sensorial que certos encontros me produzem. É a partir desta fascinação inicial e repentina por pessoas ou objetos e o mundo que os rodeia que parto para um estado de profunda inquietação cinematográfica, em que a câmara é ao mesmo tempo diário pessoal e caderno de campo etnográfico. É esta dupla condição da pessoa-câmara e um estado de desassossego e sobressalto que me leva a procurar incessantemente respostas e a explorar novos caminhos. De pergunta em pergunta salto do moderno Santorini para os antigos vapores e iates, e entre conversas e fotografias antigas viajo de uma realidade híper-conectada e frenética para um outro mundo antigo, lento e apaziguado. Como toda a etnografia, os meus processos cinematográficos são também lentos e morosos: foram precisos cinco anos de investigação, filmagens e pós-produção para chegar a este “Entre Ilhas”, um filme-viagem entre Madrid, Lisboa e os Açores, entre o presente e o passado e entre o real e o imaginado. Mas todo o encontro precisa do seu tempo, e o que é um filme, se não uma soma de tantos encontros?

Sinopse curta

“Entre Ilhas” é um filme-viagem sensorial pelo arquipélago dos Açores e pelas memórias dos seus habitantes que nos transporta a uma época em que os barcos comandavam a vida deste remoto lugar, pois só a bordo deles é que era possível partir da ilha e voltar a ela. Como era a vida neste recanto do Oceano Atlântico quando o mar era a única estrada possível e o apito do barco o único relógio a marcar a existência de um mundo que nunca tinha sido visto?

Fotos
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Personagens
FLORES
João António Gomes Vieira

João António Gomes Vieira, chamado pelos amigos de marinheiro desembarcado, foi escritor e poeta. Profundo conhecedor do mar destas ilhas e eterno apaixonado pela sua ilha, as Flores, diz que se lembra de ouvir nos vapores o andamento Allegro da Sinfonia n.º 42 de Mozart. Quando ouvia tocar a música, conseguia ver a luz a sair atrás do Pico ou a cair por trás de São Jorge.

“Aqui há a parte emocional e a parte social. De barco demorávamos 12 dias daqui para Lisboa, e quando entramos a bordo do navio há uma aproximação muito grande, a gente descontrai-se, o mar faz-nos voltar à nossa origem, porque todos nós fomos criados dentro de uma bolsa de água salgada.”
CORVO
Lino de Freitas Fraga

Lino de Freitas Fraga é um corvino que trabalhou durante anos no posto meteorológico da ilha. Lembra-se do tempo em que só havia a estação dos correios, que recebia e transmitia duas vezes por dia telegramas por morse. Chegavam a estar três meses sem barcos nem comunicação com o exterior e diz que não lhes faltava nada. Hoje, afirma que está tudo dependente do que vem de fora.

“Eu tive só um filho porque tinha medo. A minha mulher passou a gravidez de inverno, e o vento passava por aqui a cento e tal quilómetros, e eu pensava: se há algum azar, alguma complicação, ela vai morrer. Porque não havia hipótese nenhuma, nessa altura não havia aviões nem helicópteros e o mar no inverno era muito difícil de navegar.”
PICO
Francisco Andrade de Medeiros

Francisco Andrade de Medeiros, mais conhecido por Xatinha, dedicou a sua vida aos barcos como cabo do mar nas Lajes das Flores e em São Roque do Pico.

“Eu lembro-me de uma história do ilhéu frente ao Topo, em São Jorge. Tinham lá um boi que era para matar pelas festas do Espírito Santo, e eles na véspera eram para ir buscar o animal de lanchinha, mas estava muito mau tempo e eles não conseguiram atravessar o mar. Iam buscá-lo noutro dia de manha, mas quando iam sair perceberam que o boi já estava no Topo, veio a nadar e as pessoas admiraram-se muito, acharam que tinha sido mesmo o Espírito Santo
Tomás Vieira

Tomás Vieira é um florentino que há muitos anos trocou a sua ilha pelo Pico. Acha que agora estamos mais isolados do que antes?

“Humanamente sim. As pessoas não conversam, não convivem, não trocam impressões, nada. E isto é muito mau. Antigamente havia um isolamento, mas havia mais convívio, as pessoas comunicavam-se mais, depois chegaram as televisões, e os vídeos, e as pessoas começaram-se a fechar em casa e começou a haver aquela falta de entrosamento social. Havia os clubes, as pessoas iam jogar as cartas o ping-pong, ou mesmo só conversar, hoje cada casa é um castelo. Cada família fecha-se lá dentro e não precisa de contar com as outras pessoas.”
SÃO JORGE
Luís Nemésio Pereira Serpa

Luís Nemésio Pereira Serpa é um picaroto nascido na Prainha do Norte. Sábio professor, vive na Calheta, na ilha vizinha de São Jorge, onde foi presidente da Câmara.

“Naquele tempo o mar era a realidade, hoje o mar é um acto fictício. As pessoas vão brincar, vão nadar, vão pescar, mas o mar não tem hoje a finalidade que tinha antigamente. Naquele tempo era uma estrada, o único meio de ligação”
João Soares Silveira e José Ferreira Sabino

João Soares Silveira e José Ferreira Sabino foram bagageiros e estivadores dos barcos. Recordam o tremor de terra de 1964, e os barcos estrangeiros que os evacuaram para a Terceira.

“Quando houve aqui um tremor de terra em 1964, o Girão veio da Terceira com 5 mil e tal pães dentro do porão, para descarregar na Calheta. Ficou tudo deserto e os animais à solta: eram galinhas e vacas, tudo solto na rua. Fugimos todos das Velas e fomos todos para a Calheta, e vieram barcos estrangeiros para nos evacuarem para a Terceira.”
GRACIOSA
Mercês Coelho

Mercês Coelho é uma graciosense. A memória que desde sempre a comove é a de uma viagem para passar o natal com a família, quando tinha 11 anos, no vapor Carvalho Araújo.

“Foi uma viagem terrível a partir da Ponta dos Rosais, de São Jorge, quando o barco virou aquela esquina, tudo a bordo começou a dançar, e às tantas as cadeiras rolavam de um lado para o outro, e quando começámos a sentir a sombra tutelar da Graciosa, veio um marinheiro dizer: olhem meninas, os portos estão impraticáveis na Graciosa e não podemos fazer serviço, vamos para a Terceira. E com esta notícia realmente nós ficamos desgostosas, chorámos muito e eu acho que o comandante se comoveu com aquelas crianças que iam ficar mais uma semana sem ver a família, e decidiu arriscar e desembarcou-nos na lancha da alfândega. Fomos recebidas no cais como se fossemos heroínas e no fundo devemos essa viagem ao comandante do navio que sobre máquinas nos fez desembarcar”.
Fernando Silva

Fernando Silva, nascido na Graciosa, foi marinheiro durante anos a bordo do vapor Carvalho Araújo. Guarda na memória as dificuldades que muitos passavam e ajuda que dava sempre que podia.

“Havia alguns que iam sem camarote e a gente ajudava com uns cobertores, ou às vezes havia passageiros que não saiam para comer durante uns dias por causa dos enjoos e a gente ia para os camarotes para levar alguma coisa de comida. Eu tenho uma prima minha que foi da Terceira para as Flores e nunca saiu do camarote para fora, sofreu muito.”
TERCEIRA
Francisco Fisher

Francisco Fisher, terceirense, é um dos últimos comandantes dos iates do Pico Espírito Santo e Terra Alta, míticos navios da ligação entre ilhas.

“Quando eu morrer, ele vai comigo no coração. Amigo é pouco, aquele iate era a minha alma, mas tudo se acaba, nada é eterno, é a vida. Hoje o Terra Alta está no cemitério, e a gente se olhar para o mar não vê passar ninguém, é o horizonte enquanto a vista alcança.”
António Benito Barcelos

António Benito Barcelos, terceirense que durante anos viajou para a Graciosa como subdelegado dos desportos. Considera que não haverá certamente nenhuma família açoriana do século passado que não tenha uma história para contar do navio Ponta Delgada. Lembra-se que tinha um cheiro muito agradável do ananás vindo de São Miguel que se servia de sobremesa.

“Há uma célebre viagem que não posso esquecer, no inverno de 1975, em que saímos daqui às 2 da manhã e só conseguimos desembarcar passageiros às 2 da tarde na Graciosa, doze horas depois. Não houve pequeno almoço, não houve almoço, toda a bagagem e carga do navio desapareceu no mar, e nessa viagem muitos precisaram de ajuda para poder descer as escadas no porto, iam todos brancos”
SANTA MARIA
Ângelo Resendes Andrade

Ângelo Andrade, guarda-fios da ilha de Santa Maria, revê as suas memórias do tempo em que as comunicações na ilha de Santa Maria seguiam outros ritmos e frequências.

“Naquele tempo, em 1950, eu tinha um filho em Coimbra, e sabe como eram as comunicações? Uma cartinha de quando em quando, porque isto evolui de uma maneira. Agora a minha filha fala com a neta todos os dias. As comunicações hoje são muito fáceis, eu sou do tempo de dois carros em toda a ilha e um barco de 15 em 15 dias”
SÃO MIGUEL
Armando Soares Cordeiro Júnior

Armando Soares Cordeiro Júnior é filho do lendário comandante do navio Ponta Delgada e lembra a conversa que este teve com o engenheiro Rogério de Oliveira, responsável pela construção do navio.

“O meu pai discutiu com ele e disse: este navio vai adornar, se você não meter mais linha de água, este navio vai virar numa contrariedade qualquer. E o outro riu-se: está a brincar comigo, eu já pus no mar vários navios com esta teoria… E o meu pai disse: mas este navio nos Açores vai virar de pernas para o ar. Não é para o mar dos Açores, isso é paro o rio Tejo, é para o Douro. Eu vou para o meio do Atlântico, vou para a rota das baleias, vou para uns sítios complicados onde se fazem as histórias do Moby Dick. Onde há tempestades a sério, onde há um anticiclone que comanda os bons tempos e maus tempos na Europa.”
José Machado da Luz

José Machado da Luz, um dos últimos caixeiros viajantes da ilha de São Miguel, partilha as suas memórias das dificuldades que esta profissão acarretava e dos desembarques e embarques tormentosos que viveu.

“Os caixeiros viajantes passavam mal. Estávamos sempre longe da família, e havia dificuldades, íamos de barco, não havia restaurantes nem hotéis como há agora, às vezes era difícil, nem a família fazia ideia de como a gente passava lá fora. Uma vez fizemos um desembarque na Calheta….não é exagero, eram autênticos milagres, havia situações que eu julgava que a lancha se afundasse, na escada de portaló estava sempre um marinheiro que nos pescava, era assim, só filmando.”
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Dossier de Imprensa
Cartaz

Imprensa

Entrevista RTP Açores
Antena 1, Inter-ilhas, Sidónio Bettencourt
Correio dos Açores
Correio dos Açores
Tribuna das Ilhas
Expresso
Agenda Cultural de Lisboa
Cinemax
SAPO MAG
Cinema C7arte
Cardápio
Diário de Notícias
Memoriale Cinema Português
Observador
Insider
Cinematograficamente Falando
Ípsilon
SIC Notícias
Cinevisão

Ficha Técnica

Amaya Sumpsi, Documentário, Portugal,  76 minutos

realização, argumento e cinematografia
Amaya Sumpsi

assistente de realização/som
Eduardo Ventura

assistente de realização e captação de som
Inês Rodarte, Eduardo Ventura

direção de produção
Diana Diegues

montagem de som e mistura
Hugo Leitão

compositores
Pedro Lucas e Carlos Medeiros, Luís Senra, Grupo Ronda das Nove, António Severino

edição
Pedro Gancho, Rita Figueiredo, Amaya Sumpsi

produção executiva
Renata Sancho

produtora
Cedro Plátano

distribuição
Zero em Comportamento

apoios
ICA, RTP, Governo dos Açores – Direção Regional de Cultura, Atlânticoline, AGETA, CRIA, Cedro Plátano.

imagem cartaz/banner
© Dieter Ludwig (1979)

Estive em Lisboa e Lembrei de Você


José Barahona, ficção, Brasil/Portugal, 2015, 90'

Sérgio, um modesto funcionário da Companhia Industrial de Cataguases, Minas Gerais (Brasil), sofre uma reviravolta na sua vida: a sua mulher enlouquece, ele perde o emprego e a custódia do filho. Decide emigrar para Lisboa, a conselho dos amigos, em busca de oportunidades de trabalho para recompor a sua vida. Ao chegar, Sérgio é confrontado com a dura realidade da imigração; o dia-a-dia e o contraste cultural vão revelar um lugar diferente daquele com que sonhara.

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Fintar o Destino


Fernando Vendrell, ficção, Portugal/Cabo Verde, 1998, 82'

Mindelo, S. Vicente, Cabo Verde, 1993
Mané não foi o grande guarda-redes que a juventude lhe prometera. Ao passar os 50 anos, sentindo a bola afastar-se implacavelmente das mãos, Mané vai fazer tudo para resgatar o seu sonho.

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Gaza Mon Amour


Tarzan e Arab Nasser, França, Alemanha, Portugal, Palestina, Qatar, Ficção, 85 minutos
Sinopse

Gaza, hoje. Issa, um pescador de 60 anos nutre uma paixão secreta por Siham, uma mulher que trabalha como costureira no mercado. Finalmente determinado a pedir a sua mão em casamento, Issa descobre uma antiga estátua de Apollo nas suas redes de pesca, que decide esconder em casa. Quando o Hamas descobre a existência deste tesouro misterioso, os problemas começam a suceder-se. Conseguirá Issa declarar
o seu amor por Siham?

Nota dos realizadores

Gaza, meu amor é uma doce comédia dramática inspirada numa história verídica que aconteceu em Gaza, em 2014. Quando um pescador encontrou a estátua grega de Apollo no mar, o Hamas confiscou-a imediatamente e procurou um comprador, com a esperança de fazer lucro suficiente para ultrapassar os problemas financeiros do país. Ninguém sabe o que sucedeu à estátua. Alguns dizem que foi vendida e posteriormente destruída num raide aéreo.

Foi verdadeiramente triste perceber que o nosso governo não soube o que fazer com a estátua, além de a soterrar numa cave. Mas, ao mesmo tempo, despertou a nossa imaginação… O que poderia ser mais entusiasmante do que imaginar o Deus do Amor a fazer uma aparição em Gaza, para alterar por completo a vida de um velho pescador solteiro?

Com este filme, tal como nos nossos anteriores trabalhos, procuramos vislumbrar o quotidiano neste pequeno “pedaço de terra” chamado Gaza. É um local estranho, onde as situações mais simples afinal podem ser imensamente complicadas.

Enquanto está preso nesta triste situação, o nosso protagonista encara a vida de uma forma diferente. Issa é um romântico e, apesar das tradições conservadoras do país, da sua idade, e dos intermináveis problemas políticos, luta pelo direito a amar, o que faz dele um verdadeiro resistente.
O tom do filme é engraçado, por vezes sombrio, até amargo, mas acima de tudo, melancólico e ternurento, tal como Issa e Siham. Os seus avanços, recuos e encontros, bem como a progressão da sua história são tratados quase como momentos coreografados, acentuando esta sensação de doçura e melancolia.

Um momento partilhado debaixo de um chapéu de chuva, um olhar trocado no mercado, calças que são pequenas demais, um espeto de sardinhas preparado com todo o amor… As histórias mais bonitas, por vezes, são as mais simples.

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Dossier de Imprensa

Imprensa

Público
Cinema Sétima Arte
Observador
Magazine HD
RTP
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Ficha Técnica

França, Alemanha, Portugal, Palestina, Qatar, Ficção, 85 minutos

Realizado por: Tarzan e Arab Nasser
Produzido por: Rani Massalha e Marie Legrand (Les Films du Tambour), Michael Eckelt (Riva Filmproduktion)
Co-produzido: Pandora de Cunha Telles e Pablo Iraola (Ukbar Filmes), Rashid Abdelhamid (Made in Palestine Pro-ject), Khaled Haddad (Jordan Pioneers), ZDF/Das Kleine Fernsehspiel
em colaboração com a Arte
Vendas Internacionais: Versatile
Com o apoio de: Eurimages, Centre national du cinéma et de l’image animée, Aide aux cinémas du monde – CNC – Institut Français, Filmförderungsanstalt, Filmförderung Hamburg Schleswig-Holstein, Instituto do Cinema e do Audiovisual, Doha Film Institute, RTP – Rádio e Televisão de Portugal

História Original: Tarzan e Arab Nasser
Argumento: Tarzan e Arab Nasser, em colaboração com Fadette Drouard
Com: Salim Daw, Hiam Abbass, Maisa Abd Elhadi, George Iskandar, Manal Awad, Hitham Al Omari
Director de Fotografia: Christophe Graillot
Som: Tim Stephan, Roland Vajs, Pedro Gois
Design de Produção: Tarzan e Arab Nasser
Guarda-Roupa: Hamada Atallah
Montagem: Véronique Lange
Música: Andre Mathias
1.º Assistente de Realização: Vincent Canaple
Produtores Delegados: Philippe Gautier, Christian Vennefrohne

Tarzan & Arab Nasser

Os gémeos Tarzan e Arab Nasser nasceram em Gaza, na Palestina, em 1988.
Foi na Faculdade de Belas Artes na Universidade de Al-Aqsa, onde estudaram, que se apaixonaram pelo Cinema e pela Pintura. Para além do último filme,
“Gaza, Meu Amor”, em 2013, a dupla realizou a curta-metragem “Condom Lead”, exibida na Selecção Oficial do Festival de Cannes. Em 2014, realizaram a primeira longa-metragem, “Dégradé”, que teve a sua estreia mundial na Semana da Crítica do Festival de Cannes de 2015, tendo depois sido seleccionada pelo Festival de Toronto e sido vendida para uma dúzia de territórios mundialmente.

Golpe de Asa


António Borges Correia, Ficção, Portugal, 1998, 12'

Um aprendiz de carteirista encontra uma rapariga durante a travessia do Tejo e vivem uma aventura de sorrisos suspeitos, frases mal compreendidas e roubos ocasionais.

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Ico


Patrícia Vidal Delgado, Ficção, 15 min, 2017

O protagonista de “Ico” é uma espécie de anti-herói pós-colonial e pós-digital à deriva por uma cidade simultaneamente estranha e familiar, passando gradualmente da condição de vítima à de predador. As sonoridades próprias da cidade fundem-se com ambiências mais performáticas, que atormentam insistentemente Ico.

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Infância Adolescência, Juventude


Rúben Gonçalves, Portugal, documentário, 2018, 96’
Sinopse

Estes miúdos sonham em tornar-se bailarinos, e entram numa escola em que, à medida que os anos passam e eles crescem, a sua paixão e aptidão para a dança serão testadas.
Ambientado na Escola de Dança do Conservatório Nacional, o filme lida com três momentos:
A entrada na escola e primeiras aprendizagens; o final do 9.º ano, altura em que os alunos têm de tomar uma decisão e o final do processo de aprendizagem com a saída da escola e a descoberta do palco.

Tema O ensino artístico

Público-alvo 2.º Ciclo, 3.º Ciclo, Secundário

Áreas Ensino artístico, Dança

NOTA INTENÇÕES DO REALIZADOR

Interessou-me explorar neste filme uma fase que me parece ser muito delicada e determinante no percurso de cada um — a infância, a adolescência, e esse momento de transição de uma para a outra, em que as verdadeiras questões se nos começam a colocar. Penso que a escola – lugar de aprendizagem, por um lado, e lugar onde surgem as primeiras ligações de amizade, por outro – é sempre um factor decisivo nesse processo. À medida que crescemos, sucedem–se, à nossa frente, professores que continuamente expandem o nosso universo. À medida que crescemos, dizem-nos como devemos pensar e comportar-nos; de certa forma, é um processo em que o nosso carácter se molda, e em que intervêm simultaneamente pais e professores. A aprendizagem da dança, área artística que exige precisão, rigor, bem como uma grande disciplina do corpo, pareceu-me pôr em evidência esta questão — o corpo, à medida que se desenvolve, vai-se moldando, através de um contínuo e intenso trabalho no estúdio, num contexto em que é muito forte a proximidade entre colegas, e entre professor e alunos.

Algo que me intrigou quando estive na presença dos alunos da EDCN foi o facto de tão cedo ser exigida uma determinação quanto àquilo que eles pretendem vir a ser no futuro. Os alunos entram, em geral, para o 5.º ano de escolaridade, e saem no final do ensino secundário. Portanto, num momento em que a maior parte dos miúdos da idade deles ainda só tem algumas ideias vagas, por vezes fantasias, quanto ao que deseja vir a ser “quando for grande”, estes alunos têm de responder já, com assertividade, que o futuro deles estará relacionado com a dança. Ora, isto pareceu-me implicar, desde logo, uma invulgar maturidade. De facto, estes miúdos – e à medida que se vão tornando mais velhos isso só se vai acentuando – têm neles, no modo como agem, uma ideia de peso, de gravidade. Como se o seu destino tivesse sido traçado desde muito cedo, sem que haja outra opção. A dança surge no início do filme como uma intuição (na fase de audições, antes de serem admitidos, os alunos explicam que gostariam de se tornar bailarinos um dia), para, à medida que o filme avança, se tornar uma certeza – aqueles que chegam até ao fim do percurso tornam-se bailarinos, encontraram nisso a sua razão de existir.

Esta ideia de uma decisão tão determinante que é tomada quando ainda somos crianças, e praticamente nos desconhecemos, pareceu-me muito forte; aliada a ela surgiu uma outra, a da importância do ritual. Todos os dias estes alunos se encontram no estúdio para aprenderem o que é a dança, que misteriosas relações se podem estabelecer entre os movimentos do corpo e a música (ou com o silêncio), num trabalho que exige uma disciplina imensa e que almeja o domínio da técnica (a partir do qual eles poderão, então, afirmar a sua individualidade enquanto bailarinos, intérpretes) e a excelência. Esta convivência quotidiana entre os alunos, professores e funcionários que compõem o universo da escola gera um grande sentimento de pertença. Os alunos chegam de manhã cedo e permanecem na escola quase até ao anoitecer – a escola torna-se assim uma segunda casa. Os anos sucedem-se, e nesse caminho que os alunos percorrem há vitórias, derrotas, mágoas, momentos em que as forças (e a convicção) falham. Esses momentos vivem-se em grupo, e esta exposição aos outros nos momentos em que surgimos em toda a nossa fragilidade forma ligações muito poderosas. Ao estar na EDCN, a conviver com estes alunos e professores, tive constantemente a sensação de estar perante um universo cujos segredos só eles conhecem.

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Cartaz A3
Cartaz 70×100
Cover Facebook
Dossier de Imprensa

Ficha Técnica

EQUIPA ARTÍSTICA
ALUNOS
Inês Lourenço
Márcio Mota
Mariana Vendrell
Miguel Pinheiro
Teresa Dias

PROFESSORES
António Filipe
Frank Anderson
Gabriel Fratian
Gabriela Cogumbreiro
Hiroko Nishikawa
Liliana Mendonça
Luísa Vendrell
Pedro Carneiro
Pedro Mateus
Sandra Correia

EQUIPA TÉCNICA
REALIZAÇÃO Rúben Gonçalves
DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA Ana Mariz
DIREÇÃO DE SOM Joana Niza Braga
MONTAGEM Margarida Meneses
MONTAGEM DE SOM Joana Niza Braga
MISTURAS Pedro Góis
CORREÇÃO DE COR Rita Lamas
PRODUÇÃO David & Golias, Rúben GonçalvesS e EDCN

Jane por Charlotte


Charlotte Gainsbourg, 2021, França, Documentário, 89’

Com o estremecimento do tempo a passar, Charlotte Gainsbourg começou a olhar para a mãe, Jane Birkin, de forma inaudita, ambas ultrapassando uma reserva partilhada. Pela lente da câmara, expõem-se uma à outra e dão espaço a uma relação entre mãe e filha.

Imprensa

Expresso
Diário de Notícias
Público

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Kauwboy – O Rapaz e o Pássaro


Boudewijn Koole, Ficção, Holanda, 2012, 81’

Jojo, um menino de 10 anos de idade, tem uma família difícil: o pai sofre de violentas mudanças de humor e a mãe está sempre ausente. Um dia, Jojo encontra uma gralha bebé, abandonada e leva-a para casa escondida. Através da sua amizade especial com o pássaro e a capacidade de adaptação que só as crianças possuem, Jojo encontra uma maneira de se aproximar do pai.

Fotos
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Leroy


Armin Völckers, Ficção, Alemanha/Suécia, 2008, 85'

Leroy, um afro-alemão de 16 anos, é demasiado alemão para ser negro. A sua vida complica-se quando conhece os irmãos skinhead da sua namorada Eva.

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Linha Vermelha


José Filipe Costa, Documentário, Portugal, 2011, 80'

Em 1975, a equipa de Thomas Harlan filmou a ocupação da herdade da Torre Bela, no centro de Portugal. Três décadas e meia depois, Linha Vermelha revisita esse filme emblemático do período revolucionário português: de que maneira Harlan interveio nos acontecimentos que parecem desenrolar-se naturalmente frente à câmara? Qual foi o impacto do filme na vida dos ocupantes e na memória sobre esse período?

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Mar Urbano Lisboa


José Vieira Mendes e Ricardo Gomes, Documentário, Portugal, 2020, 48 minutos.

O Tejo é o Mar de Lisboa: o rio, a cidade, as pessoas, os peixes, os recursos, o ecossistema e a biodiversidade marinha.

MAR URBANO LISBOA é um documentário ambiental sobre os recursos de um ecossistema único que é o Estuário do Rio Tejo, e que desenvolve um amplo debate sobre a qualidade das águas, sobre a sua biodiversidade marinha, sobre o futuro da cidade e da área metropolitana que a rodeia. Lisboa e os seus arredores são locais privilegiados para trabalhar, para desfrutar do lazer e de uma excelente qualidade de vida, além de serem um ponto de partida e de chegada para o turismo de mar, para os cruzeiros, navegação marítima e recreio.

MAR URBANO LISBOA mostra a relação dos lisboetas e dos forasteiros com o Rio Tejo, os resquícios da pesca artesanal e de lazer, da construção de barcos tradicionais, que ainda resistem apesar das mudanças, uma reflexão que não termina nas zonas ribeirinhas, que os lisboetas pouco a pouco conquistaram, mas que se adentra e mergulha nos fundos marinhos do Estuário do Tejo e passeia pelas margens desse mar de Lisboa, que se prolonga da Zona Oriental, da Margem Sul, à Linha.

MAR URBANO LISBOA é um filme em defesa do Rio Tejo, que testemunha a resiliência dos ecossistemas marinhos, da evolução da qualidade das águas, da conservação das diferentes espécies de vida marinha típicas do Estuário, influenciadas igualmente pelas alterações climáticas.

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Melhores Amigas


Marion Desseigne Ravel, França, ficção, 2021, 81 min.

Nedjma, uma adolescente que vive com a mãe e a irmã, passa o verão com o seu grupo de amigas. Quando conhece Zina, uma rapariga de outro gangue, a sua vida vira do avesso. À luz do dia são rivais mas, em segredo são amantes. Arrastada num turbilhão, vê-se dividida entre os princípios do bairro e o seu próprio desejo que ninguém à sua volta consegue sequer compreender, quanto mais tolerar. Nedjma terá de fazer uma escolha que irá definir quem verdadeiramente é.

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Milan Kundera, da Brincadeira à Insignificância


Miloslav Šmídmajer, documentário, 2021, República Checa, 95 min.

Milan Kundera está envolto em mistério. Não deu uma única entrevista em 30 anos e não aparece em público, pelo que apenas podemos conhecê-lo através do seu trabalho. Os seus ensaios e as reflexões filosóficas nas suas obras revelam muito sobre ele.
Além de outras, este filme coloca questões como: O que é que, na obra de Kundera, o elevou ao estatuto de autor lendário? O que há de tão único nos seus livros?
Ajudando-nos neste trabalho de investigação está um estudante que tem uma fantástica oportunidade para conseguir uma entrevista com Kundera. Após semanas de espera, num café à porta da casa de Kundera, enquanto lê as suas obras, este estudante começa a identificar-se com algumas das ideias do autor.
Por esta via começamos a perceber melhor a mensagem de Kundera, como e porquê as suas estórias continuam a emocionar-nos e a pensarmos, não apenas nos protagonistas, mas também sobre nós próprios.

Milan Kundera nasceu a 1 de abril de 1929, em Brnö, na antiga Checoslováquia. Em 1975 fixou residência em Paris, tendo, em 1981, adotado a nacionalidade francesa.
Autor de uma vasta obra, que abrange o romance, o ensaio e a poesia, é considerado um dos mais importantes escritores do século XX. A Insustentável Leveza do Ser é a sua obra mais aclamada pelos leitores e pela crítica, e em muito contribuiu para o tornar num autor reconhecido internacionalmente.
Entre outros, foram atribuídos a Milan Kundera o Prémio Médicis (1973), o Prémio Mondello (1978), o Prémio Common Wealth (1981), o Prémio Jerusalém (1985) e o Prémio Independent de Literatura Estrangeira (1991).

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Música para Um Apartamento e Seis Bateristas


Johannes Stjarne Nilsson e Ola Simonssen, Ficção, Suécia, 2001, 10'

Seis bateristas participam num plano musical de ataque nos subúrbios. Um velho casal deixa o seu apartamento e imediatamente a seguir os bateristas tomam-no de assalto.

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Nada Pode Ficar


Maria João Guardão, Documentário, Portugal, 2021, 104 min.
em colaboração com António Alvarenga e João Nunes
a partir de um projecto de João Fiadeiro
para a DES|OCUPAÇÃO do #55, Rua Poço dos Negros, Lisboa, última casa do Atelier REAL

Numa cidade consumida pela gentrificação, o artista João Fiadeiro e a sua companhia adiam e abraçam o fim na casa que habitaram nas últimas décadas. Desocupando ocupam, debandando juntam-se, celebrando resgatam um projecto com 30 anos do desafecto das políticas de Estado.

O que permanece quando nada pode ficar?

Fazer um filme é uma forma de estarmos juntos. Juntarmo-nos é uma forma de fazer com que o fim – de um projecto, de um modo de fazer comunidade, de uma maneira de habitar a cidade – possa ser motor de coisas por vir.

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Nheengatu – A Língua da Amazónia


José Barahona, Documentário, Brasil/Portugal, 2020, 114 min.

Ao longo de uma viagem no alto Rio Negro, na Amazónia profunda, o realizador procura uma língua imposta aos índios pelos antigos colonizadores. Através desta língua misturada, o Nheengatu, e dividindo a filmagem com a população local, o filme constrói-se no encontro de dois mundos.
A língua Nheengatu, ou antiga Língua Geral Amazónica, é uma mistura do tupi, do português e de várias outras línguas indígenas. Uma das línguas mais faladas na região Norte do Brasil até meados do Séc. XIX, foi utilizada pelos portugueses, jesuítas e brasileiros como forma de aproximação e catequização dos índios, até Portugal perceber que para reconhecer o Brasil como seu e definir as suas fronteiras, teria de fazê-lo também através da língua portuguesa, banindo assim o Nheengatu.
No entanto, o Nheengatu sobreviveu no norte da Amazónia, na região do Alto e do Médio Rio Negro. Ao longo do tempo continuou a ser usada na catequese e, ao mesmo tempo, tornou-se a língua materna de muitas populações indígenas que perderam a língua materna com a colonização. Atualmente, é falada por parte da população das regiões de São Gabriel da Cachoeira e Santa Isabel do Rio Negro, no noroeste da Amazónia, na fronteira com Brasil, Venezuela e Colômbia. São Gabriel da Cachoeira, município onde 75% da população se declara indígena, é o único no Brasil que tem três línguas indígenas – Nhebengatu, Tukano e Baniwa – reconhecidas como oficiais, em conjunto com o Português.

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Noite Sangrenta


Tiago Guedes/Frederico Serra, ficção, Portugal, 2010, 104'

Na noite de 19 de Outubro de 1921, um grupo de marinheiros e guardas republicanos percorre as ruas de Lisboa naquela que viria a ser conhecida como a “camionnette fantasma”. Liderado pelo cabo Abel Olímpio, conhecido pela alcunha de “Dente de Ouro”, o bando assassina várias figuras políticas e militares. Incluindo os heróis da revolução de 1910, Machado Santos e Carlos da Maia. Os crimes chocam o país. Os jornais chamam-lhe a “Noite Sangrenta”.
Os homens da camioneta são julgados e são condenados, mas nunca chegam a ser reveladas as identidades dos conspiradores que encomendaram as mortes. Berta Maia, a jovem viúva de Carlos da Maia, recusa-se a aceitar a passividade dos tribunais e decide investir contra tudo e contra todos em busca da verdade. Após várias tentativas consegue visitar Abel Olímpio na prisão e depois de uma sucessão de encontros, ganha a confiança do assassino do seu marido e fá-lo confessar. Mas à verdade nem sempre corresponde a justiça.

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O Ano da Morte de Ricardo Reis


João Botelho, Ficção, Portugal, 2020, 128 min.

Fernando Pessoa, um dos maiores escritores da língua portuguesa estabeleceu um gigantesco universo paralelo criando uma série de heterónimos para sobreviver à sua solidão de génio. José Saramago, prémio Nobel da literatura em 1998, fez regressar o heterónimo Ricardo Reis a Portugal, ao fim de 16 anos de exílio no Brasil. 1936 é o ano de todos os perigos, do fascismo de Mussolini, do Nazismo de Hitler, da terrível guerra civil espanhola e do Estado Novo em Portugal, de Salazar. Fernando Pessoa, o criador, encontra Ricardo Reis, a criatura. Duas mulheres, Lídia e Marcenda são as paixões carnais e impossíveis de Ricardo Reis. “Vida e Morte é tudo um”, permite a literatura e o cinema também. Realismo fantástico.

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O Bando dos Crocodilos


Christian Ditter, Ficção, Alemanha, 2009, 96'

Hannes, de dez anos, vive sozinho com a sua mãe, e quer muito juntar-se ao grupo mais interessante da região, Os Crocodilos. Durante o seu desastroso teste de entrada, vê a sua vida ser salva por Kai, um rapaz imobilizado numa cadeira de rodas. Tal como Hannes, também Kai gostaria de fazer parte do grupo, mas todos acham que ele seria incapaz de fugir se as coisas ficassem complicadas. Contudo, ao assistir a um assalto, Kai torna-se subitamente interessante para o grupo, forçando a entrada de Hannes. Com os novos elementos, Os Crocodilos estão prontos a resolver um emocionante mistério. Baseado num livro de Max von der Grün, este filme foi premiado em inúmeros festivais de cinema para crianças, tornando-se um grande sucesso de público.

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O Fim da Carne


Marc Pierschel, Documentário, Alemanha, 2017, 94 min.

Em O Fim da Carne, o realizador Marc Pierschel embarca numa jornada para descobrir que efeito um mundo pós-carne teria sobre o meio ambiente, os animais e nós mesmos.
No percurso, conhece Esther, a “Wonder Pig”, que se tornou um fenómeno da internet; fala com pioneiros que lideram o movimento vegan na Alemanha; visita a primeira cidade totalmente vegetariana da Índia; testemunhas resgatam animais aprisionados, desfrutando a sua liberdade recém-descoberta; observa os futuros inovadores em alimentos que produzem carnes e queijos sem origem animal e muito mais.

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O Grande Kilapy


Zézé Gamboa, ficção, Angola/Portugal/Brasil, 2012, 100'

O Grande Kilapy*, é a história de um bom malandro angolano no final do período colonial (anos 60/70) inspirada livremente em factos reais. Joãozinho, um vigarista com uma profunda ética de amizade, “bon vivant” a todo o custo é uma pessoa simples, que congrega em si um conjunto de imperativos de “curtição” indiferente às contingências de vida numa colónia portuguesa: cor de pele e preconceito social. Por força das circunstâncias, Joãozinho acaba por se tornar um personagem incómodo, subversivo e político, para o regime colonial Português.

* KILAPY – palavra do dialecto Angolano Kimbundu: golpe, esquema, burla, pedir emprestado sem pagar.

 

Festival Caminhos do Cinema Português – Melhor Guarda-Roupa — Teresa Campos
4º Festin 2013 – Festival de Cinema Itinerante de Língua Portuguesa – Melhor Actor para Lázaro Ramos
12 nomeações para Prémios Sophia 2015: Melhor Som (Hugo Leitão e Branko Neskov), Melhor Maquilhagem e Melhor Caracterização (Sano de Perpessac), Melhor Guarda-Roupa (Teresa Campos), Melhor Direcção Artística (João Torres), Melhor Argumento Original (Luís Alvarães e Luís Carlos Patraquim), Melhor Actriz Secundária (São José Correia e Silvia Rizzo), Melhor Actor Secundário (Manuel Wiborg), Melhor Realizador (Zézé Gamboa), Melhor Actor Principal (João Lagarto), Melhor Filme.

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O Lar


António Borges Correia, Documentário, Portugal, 2008, 83'

Aldeia do Reboleiro, interior norte de Portugal. No Lar de Santa Catarina vivem 103 velhos que toda a vida trabalharam na agricultura, nas suas terras. A maior parte dos velhos já perdeu a noção de Tempo num Espaço que lhes é estranho. Há uma rotina de amizades, vontade de comunicar… Chamam uns pelos outros, rezam, caminham pelos corredores, esperam…

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O Meu Nome É


Stéphane Elmadjian, Documentário, França, 2002, 16'

Retratos de homens que foram vitimas de actos de violência com o objectivo de denunciar a brutalidade das sociedades ocidentais no século XX. Cada um descreve a dureza da sua condição. Eles têm diferentes idades e nacionalidades mas todos experienciaram o mesmo: a opressão.

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O Mito Americano de Dormir Fora!


David Robert Mitchell, Ficção, EUA, 2010, 93'

Ambientado nas longas estradas, apartamentos de bairro, fábricas abandonadas e lagos que compõem a Metro-Detroit, esta história segue quatro jovens que procuram amor e aventura numa última noite de Verão: Maggie, Rob, Claudia e Scott atravessam caminhos à medida que exploram o país encantado dos subúrbios perseguindo primeiros beijos, paixonetas esquivas, a popularidade e festas. Andam à procura da icónica experiência da adolescência, mas em vez dela descobrem os momentos tranquilos que mais tarde se hão de tornar a face da juventude que vão olhar com nostalgia.

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